EUA interceptam novo petroleiro no Oceano Índico

Operação reforça vigilância marítima e amplia tensão na região estratégica.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos interceptou, neste domingo (15), o petroleiro Veronica III no Oceano Índico. Segundo o governo norte-americano, a embarcação transportava petróleo venezuelano em desacordo com o embargo imposto por Washington. Por isso, as forças americanas decidiram agir.

De acordo com comunicado divulgado na rede social X, militares realizaram operação de direito de visita, interdição marítima e abordagem na área sob responsabilidade do INDOPACOM, o Comando do Pacífico dos EUA. A ação ocorreu sem registro de confronto. Além disso, o departamento informou que monitorou o trajeto do navio desde o Caribe.

“Rastreamos o navio do Caribe até o Oceano Índico, reduzimos a distância e o interceptamos”, afirmou o órgão. Dessa forma, os EUA reforçam a estratégia de vigilância sobre rotas energéticas consideradas sensíveis.


Nova ação amplia tensão

A interceptação ocorre poucos dias após episódio semelhante. Na semana passada, forças americanas abordaram o petroleiro Aquila II na mesma região. Na ocasião, a embarcação tentou escapar; ainda assim, os militares conseguiram interceptá-la.

No setor marítimo, a bandeira indica o país de registro do navio. No entanto, esse registro não define necessariamente a origem da carga ou a nacionalidade da empresa responsável pelo transporte. Portanto, autoridades analisam cada caso com base em informações logísticas e comerciais.


Discurso endurece e reforça sanções

Após a operação, o Departamento de Defesa adotou tom mais firme. Em publicação oficial, declarou que a embarcação tentou “desafiar a quarentena imposta pelo presidente Trump”. Além disso, o órgão afirmou que continuará a negar “liberdade de movimentação” a atores que considera ilícitos.

“Águas internacionais não são refúgio”, destacou o departamento. Com isso, Washington sinaliza que pretende ampliar a fiscalização em áreas estratégicas.

Desde dezembro de 2025, autoridades americanas interceptaram diversos petroleiros de grande porte, com capacidade superior a 300 mil toneladas. Segundo dados de rastreamento marítimo e informações oficiais, essas operações integram uma política mais ampla de cumprimento de sanções internacionais.

Assim, a nova abordagem no Oceano Índico reforça o monitoramento dos Estados Unidos sobre o comércio global de energia e, ao mesmo tempo, eleva a tensão geopolítica em torno do petróleo venezuelano.