
Por: Leandro Bettecher
O empresário Adilson Ferreira, de 54 anos, foi preso por suspeita de envolvimento com uma organização O empresário Adilson Ferreira, de 54 anos, acabou preso por suspeita de integrar uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas no Espírito Santo. Segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), ele lavava dinheiro da facção por meio de empresas de fachada e contas registradas em nomes de terceiros.
A prisão aconteceu na última sexta-feira (8), no aeroporto internacional de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai. A ação integra a Operação Baest, que investiga um esquema criminoso ligado ao Primeiro Comando de Vitória (PCV).
De acordo com as investigações, Adilson mantinha um padrão de vida incompatível com a renda declarada. Além disso, o empresário possuía veículos de luxo, como Porsche, BMW e Dodge Ram, além de imóveis usados para esconder a origem do dinheiro ilícito.
Investigação aponta uso de empresas e contas de terceiros
Segundo o MPES, o empresário controlava ao menos sete empresas registradas em nomes de terceiros. Com isso, ele conseguia movimentar recursos do tráfico de drogas sem levantar suspeitas.
Além disso, os investigadores afirmam que o grupo recebia grandes quantias em dinheiro e dividia os valores em contas menores para dificultar o rastreamento financeiro.
A denúncia também aponta que Adilson Ferreira prestava serviços de lavagem de dinheiro para Tiago Cândido Viana, conhecido como “Baé”. Segundo a polícia, ele integra o Primeiro Comando de Vitória e atua no fornecimento de drogas e armas para a facção.
Empresário responde por quatro crimes
O Ministério Público denunciou o empresário pelos seguintes crimes:
- Organização criminosa
- Lavagem de capitais
- Falsidade ideológica
- Agiotagem
Além disso, o MPES denunciou outros 13 investigados no mesmo processo.
Investigação também envolve licitação milionária
Além da Operação Baest, Adilson Ferreira também responde a uma investigação ligada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a Polícia Federal, o empresário teria ligação com o desembargador Macário Júdice Neto em um caso envolvendo uma licitação da Secretaria de Estado da Educação (Sedu).
A empresa Unique Serviços e Transporte Ltda., ligada ao empresário, disputava um contrato estimado em R$ 10,5 milhões para fornecimento de climatizadores. Embora a companhia tenha vencido inicialmente a concorrência, a comissão responsável desclassificou a empresa por inconsistências técnicas.
Empresário sofreu atentado na Serra
Em março deste ano, criminosos atacaram Adilson Ferreira quando ele chegava em casa, na Serra. Segundo a defesa, homens armados dispararam contra a caminhonete do empresário. Mesmo assim, ele conseguiu escapar sem ferimentos.
Nota de esclarecimento:
A defesa do desembargador Macário Júdice nega veementemente a versão apresentada pela Polícia Federal envolvendo o magistrado, não havendo qualquer conexão entre os fatos apurados, conforme reconheceu o ministro Alexandre de Moraes. O evento mencionado na reportagem não tem qualquer conexão com os fatos relacionados à denúncia oferecida ao STF. Na verdade, trata-se de evento natural nas relações institucionais e refere-se a uma solicitação quanto a uma possível celeridade na análise de homologação de uma renúncia ao direito veiculado em mandado de segurança. A defesa reafirma não existir qualquer diálogo capaz de apontar eventual conduta ilícita por parte de Macário Júdice. Reforça, ainda, a lisura das condutas adotadas pelo desembargador no exercício de sua função, refuta as ilações emitidas pelos investigadores, assinala a total ausência de correlação entre os fatos e reafirma que, no devido tempo, a verdade prevalecerá.










