Editora de livros é alvo de operação contra “cassino do PCC”

Autoridades de São Paulo deflagraram, nesta quinta-feira (28/5), operação contra esquema de lavagem de dinheiro por meio de jogos de azar

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Divulgação/SSP -

Empresa investigada por lavagem de dinheiro do PCC atuava como editora e centro educacional

Investigada por envolvimento em um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio de jogos de azar, a empresa ASX Participações e Tecnologia Ltda. aparece formalmente registrada como editora de livros e centro educacional de desenvolvimento profissional.

No entanto, segundo as autoridades, a instituição funcionava como núcleo administrativo e financeiro da fraude. Além disso, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Civil deflagraram, nesta quinta-feira (28/5), a Operação Falsa Las Vegas para combater o esquema bilionário.

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Empresa escondia operações de jogos ilegais

Embora se apresentasse como plataforma pedagógica, a ASX era usada para ocultar atividades ligadas a jogos de azar e lavagem de dinheiro. De acordo com as investigações, a empresa convertia dinheiro em espécie em ativos financeiros e também fornecia máquinas de cartão utilizadas no esquema criminoso.

Além disso, a investigação aponta que a ASX dava suporte técnico para duas plataformas de apostas.

A plataforma Aposte Fácil operava com aparência de legalidade por meio de uma suposta autorização emitida pela Loteria do Estado do Rio de Janeiro. Já a plataforma clandestina Black Vegas funcionava em servidores hospedados no exterior e oferecia jogos proibidos, como “Tigrinho” e “Jogo do Bicho”.

Investigadores identificaram movimentações milionárias

Os investigadores também identificaram pagamentos pulverizados feitos pela Aposte Fácil para a Black Vegas. Segundo a apuração, as transferências chegaram ao valor de R$ 1 milhão.

Além disso, os sócios da empresa ocupavam posições estratégicas dentro do esquema. Sandro Calliari aparece como responsável pela estruturação do núcleo de lavagem de dinheiro. Já Varlei Ramos da Silva teria atuado na distribuição dos valores entre diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento financeiro.

Operação bloqueou bilhões e sequestrou imóveis

As diligências realizadas nesta quinta-feira representam um desdobramento da Operação Falso Mercúrio, que investigou o uso de laranjas em transações entre empresas.

Segundo a polícia, alguns envolvidos recebiam pagamentos mensais apenas para emprestar documentos pessoais destinados à abertura de empresas e contas bancárias. Além disso, o grupo realizava pagamentos principalmente por meio de Pix para intermediar a movimentação financeira do esquema.

Na Operação Falsa Las Vegas, as autoridades cumpriram cinco mandados de prisão e 22 mandados de busca e apreensão. Também foram bloqueados R$ 5 bilhões e sequestrados 79 imóveis ligados aos investigados.

A reportagem procurou a ASX Participações e Tecnologia Ltda., mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações.

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