Edifício Jerônimo Monteiro vai virar moradia popular no Centro de Vitória

Prédio histórico que abrigou agência da Caixa terá 44 apartamentos para famílias de baixa renda pelo Minha Casa, Minha Vida

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Fachada do edifício Jerônimo Monteiro em três momentos — 2017, 2022 e 2024, ano em que marquise desabou Reprodução/Divulgação/Ricardo Medeiros -

O Edifício Jerônimo Monteiro, no Centro de Vitória, vai ganhar uma nova função social. O imóvel, que por muitos anos abrigou uma agência da Caixa Econômica Federal, será transformado em moradia popular.

A Prefeitura de Vitória lançou, na terça-feira (19), o edital para contratar a empresa responsável pelo projeto e pelas obras de requalificação do prédio.

Além disso, o empreendimento fará parte do programa Minha Casa, Minha Vida – Faixa Urbano 1. O projeto contará com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Com isso, a iniciativa pretende ampliar a oferta de moradias populares e fortalecer a revitalização do Centro da capital.

Segundo o subsecretário de Habitação de Vitória, Tiago Benezoli, a equipe começou a estruturar o projeto em 2023. Depois disso, a proposta ganhou força em 2025 com apoio da Prefeitura e da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

“A iniciativa vai devolver a função social a um patrimônio público histórico. Além disso, o projeto transformará um imóvel degradado em unidades habitacionais para famílias de baixa renda”, afirmou.

Ainda de acordo com o subsecretário, o empreendimento também deve estimular a segurança, a mobilidade urbana e o desenvolvimento econômico da região central.

Projeto terá 44 apartamentos

O projeto prevê a implantação de 44 unidades habitacionais. Os apartamentos terão dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço.

As unidades terão entre 58 m² e 62 m². Além disso, o projeto inclui melhorias nas instalações prediais, acessibilidade e soluções voltadas ao conforto e à segurança dos futuros moradores.

Prédio já foi cedido ao TJES

O Edifício Jerônimo Monteiro fica próximo à Praça Oito. Em 2017, a União cedeu o imóvel ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES).

Na época, o tribunal planejava reformar o prédio para instalar unidades do Judiciário estadual. No entanto, o projeto não avançou.

Posteriormente, o imóvel sofreu furtos e depredações. Em janeiro de 2022, criminosos invadiram o prédio e levaram esquadrias e estruturas de alumínio da fachada.

Já em fevereiro de 2024, a marquise do edifício desabou. Um vigilante estava dentro do imóvel no momento do acidente. Apesar disso, ele conseguiu sair sem ferimentos e acionou a Defesa Civil.

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