BR-262 vai ganhar 50 viadutos, túneis, ciclovias e passarelas no ES com investimento de R$ 8,6 bilhões

Projeto de duplicação amplia intervenções em 180 km e deve se tornar o maior investimento em infraestrutura do estado.

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- Foto: Reprodução/Dnit

A BR-262, uma das principais rodovias do Espírito Santo, entra em uma nova fase de planejamento. O projeto de duplicação foi ampliado e agora prevê uma série de intervenções estruturais ao longo de 180 quilômetros. Ao todo, o investimento estimado chega a R$ 8,6 bilhões.

Além disso, o plano inclui 50 viadutos, 28 pontes, seis passarelas, quatro túneis — que somam cerca de 2 quilômetros — e aproximadamente 40 quilômetros de ciclovias. Com isso, o projeto amplia a mobilidade, reforça a segurança viária e impulsiona o desenvolvimento regional.

O governo estadual decidiu assumir a execução da maior parte da obra. Isso ocorreu porque o alto custo e a complexidade do projeto afastaram investidores privados.

Por isso, o Estado adotou um modelo com recursos públicos e evitou a cobrança de pedágios em grande parte da rodovia. Ainda assim, o governo mantém a possibilidade de conceder o trecho final à iniciativa privada.

Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o projeto segue como referência a Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo. Assim, a proposta incorpora soluções modernas de engenharia rodoviária.

A Região Serrana concentra o trecho mais desafiador da obra. Isso acontece devido ao relevo acidentado e às curvas acentuadas.

Por esse motivo, o governo vai lançar a licitação principal dessa etapa no segundo semestre de 2026, adotando o critério de técnica e preço. Esse trecho segue até o entroncamento com a ES-484, em Conceição do Castelo.

Enquanto isso, o Estado já prepara etapas iniciais. Em abril, por exemplo, devem ocorrer as licitações para supervisão da obra e cadastramento cartorial.

O projeto deve se tornar o maior investimento em infraestrutura da história do Espírito Santo. Ele supera, por exemplo, o Contorno do Mestre Álvaro, que custou R$ 456 milhões.

Além disso, parte dos recursos já tem origem definida. Cerca de R$ 2,3 bilhões vêm do acordo de reparação pelos danos do rompimento da barragem de Mariana, ocorrido em 2015. Dessa forma, a obra também cumpre papel de compensação econômica e ambiental.

O projeto inclui diversas melhorias estruturais ao longo da rodovia. Entre elas:

  • 50 viadutos e passagens inferiores
  • 28 pontes
  • 6 passarelas
  • 4 túneis (total de 2 km)
  • 31 interseções em desnível
  • 24 retornos operacionais
  • 22,6 km urbanizados
  • 40 km de ciclovias
  • 176,8 mil m² de obras de arte especiais

Além disso, o governo dividiu a execução em cinco lotes. Com isso, diferentes frentes de trabalho podem avançar ao mesmo tempo.

  • Lote 1: BR-101 até Variante da Boa Vista — 34,9 km (+ 28,8 km de restauração)
  • Lote 2: Variante da Boa Vista até Domingos Martins — 36,1 km
  • Lote 3: Domingos Martins até Conceição do Castelo — 34 km
  • Lote 4: Conceição do Castelo até Ibatiba — 36,1 km
  • Lote 5: Ibatiba até divisa com Minas Gerais — 39 km

Com a duplicação, a rodovia deve ganhar mais fluidez e segurança. Além disso, o projeto fortalece a ligação entre o litoral e o interior do estado.

Ao mesmo tempo, a obra melhora a integração com Minas Gerais. Por isso, o investimento tende a impulsionar o transporte de cargas, o turismo e a economia regional.

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