À medida que as eleições gerais de 2026 se aproximam, o Espírito Santo entra no período do “Dia D”, prazo legal para desincompatibilização e renúncia de cargos públicos por agentes que desejam disputar novos mandatos. A data marca o início formal das pré-candidaturas e provoca reorganizações na política estadual.
Secretários de Estado que pretendem concorrer a deputado estadual ou federal devem deixar seus cargos até seis meses antes do pleito, em 4 de outubro de 2026. Outros agentes podem se licenciar temporariamente, de acordo com a legislação eleitoral.
No governo do PSB, pelo menos 13 secretários estão cotados para disputar cadeiras na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados, incluindo Bruno Lamas (Ciência e Tecnologia), Cyntia Grillo (Trabalho e Desenvolvimento Social) e Tyago Hoffmann (Saúde).
Segundo o cientista político André Pereira Cesar, o “Dia D” funciona como um divisor de águas: separa quem continua no poder administrativo de quem assume o risco eleitoral e reorganiza o tabuleiro político, tanto no Executivo estadual quanto nos municípios estratégicos da Grande Vitória.
Renúncias de prefeitos ou vice-governadores, como o caso do vice-governador Ricardo Ferraço, podem gerar mudanças na estrutura do Executivo e abrir espaço para novas lideranças. Ao mesmo tempo, gestores que não disputarão eleições priorizam estabilidade administrativa e articulação política local.
O período influencia diretamente alianças, a composição das chapas e a governança nos próximos anos, mostrando que o “Dia D” vai além de um prazo legal, sendo também um termômetro da política no Espírito Santo.
FONTE: ES BRASIL
