
Os deputados estaduais Coronel Weliton (PRD) e Danilo Bahiense (PL) denunciaram, nesta terça-feira (24), supostas irregularidades no concurso público da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES). Eles levaram o tema à tribuna durante sessão ordinária da Assembleia Legislativa. Além disso, cobraram providências imediatas para garantir transparência e segurança jurídica aos candidatos.
O edital do certame foi lançado em outubro do ano passado. Ao todo, o concurso oferece 1.052 vagas para o cargo de oficial investigador. O salário inicial é de R$ 8,5 mil, além de auxílio-alimentação de R$ 800. Posteriormente, o Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (Ibade), responsável pela organização, convocou mais de 2,7 mil classificados na prova objetiva para o Teste de Aptidão Física (TAF).
Questionamentos sobre cotas e transparência
Segundo Coronel Weliton, diversas denúncias surgiram nas redes sociais. De acordo com ele, os relatos apontam possíveis falhas no cumprimento das regras do edital. Entre os principais problemas estão questionamentos sobre o sistema de cotas. Além disso, candidatos relatam ausência de divulgação completa das classificações. Também citam dificuldades no acesso aos recursos. Por fim, mencionam inconsistências na correção das provas.
Diante desse cenário, o parlamentar protocolou requerimento de informações ao Governo do Estado, à Polícia Civil e ao Ibade. Para ele, o concurso público precisa seguir critérios rigorosos. “Quando surgem problemas dessa magnitude, a situação deixa de ser apenas administrativa. Portanto, passa a envolver igualdade de oportunidades e credibilidade do Estado”, declarou.
Comissão de Segurança pede auditoria
Na sequência, Danilo Bahiense, que preside a Comissão de Segurança da Assembleia, reforçou as críticas. Em seguida, ele apresentou novos pontos levantados por candidatos. Segundo o deputado, há denúncias de tentativas de fraude durante a aplicação das provas. Além disso, existem relatos de notas zeradas de forma indevida. Também há reclamações sobre a falta de divulgação dos espelhos dos cartões-resposta.
Ainda conforme Bahiense, o edital pode não ter sido cumprido na convocação para as etapas seguintes. Do mesmo modo, candidatos apontam desempenhos considerados atípicos. Por isso, o parlamentar defendeu a realização de auditoria independente no sistema de correção. Além disso, sugeriu a reabertura dos prazos de recurso. Ele também pediu investigação com participação do Ministério Público Estadual (MPES).
“Gravíssimos indícios de falhas e possíveis ilegalidades colocam em xeque a credibilidade do certame”, afirmou.
Cobranças também nas redes sociais
Enquanto isso, nas redes sociais, candidatos têm intensificado as críticas. Eles cobram explicações do governo estadual sobre o andamento do concurso. Na época do lançamento do edital, o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) classificou o processo como a maior recomposição dos quadros da Polícia Civil em uma única seleção.
Por fim, a reportagem tentou contato com a Polícia Civil para comentar as denúncias. No entanto, não houve retorno até o fechamento desta matéria.

