
A Polícia Militar prendeu em flagrante um delegado da Polícia Civil, de 40 anos, na noite deste domingo (15). O caso ocorreu durante uma festa de Carnaval em Apiacá, no Sul do Espírito Santo. Adhemar Pereira Fully é o principal suspeito de praticar importunação sexual contra uma adolescente de 14 anos. Além disso, os agentes relataram que o servidor resistiu à abordagem e ameaçou a guarnição.
O assédio e a perseguição
Conforme detalha o Boletim de Ocorrência, a vítima afirmou que o homem agiu de forma invasiva e insistente. Segundo o relato, Adhemar teria dito frases como “gata, eu quero você” repetidas vezes. Embora a jovem tenha informado sua idade e recusado o contato, o suspeito continuou a persegui-la pelo evento. Consequentemente, a importunação só cessou quando a menina conseguiu se aproximar do pai para pedir ajuda.
Resistência e ameaças aos militares
Devido à aproximação da família, um tumulto começou no local. Assim que a Polícia Militar chegou, encontrou o delegado com sinais visíveis de embriaguez. Nesse momento, Adhemar tentou fugir e agrediu verbalmente os policiais com xingamentos.
Além da resistência física, o delegado apresentou comportamento intimidador:
- Ameaçou os agentes dizendo que os faria “perder a farda”;
- Portava uma pistola, munições e distintivo sem a documentação obrigatória no momento;
- Precisou ser algemado para que a condução fosse possível.
Histórico recorrente
Vale ressaltar que Adhemar Pereira Fully já possui antecedentes graves. Em 2018, quando chefiava as delegacias de Apiacá e Bom Jesus do Norte, a justiça o indiciou por homicídio culposo e embriaguez ao volante. Na ocasião, o delegado se envolveu em um acidente de trânsito que provocou a morte de uma pessoa.
Providências legais
Enquanto o Conselho Tutelar prestava apoio à adolescente, a PM encaminhou o suspeito à Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim. Lá, a autoridade policial confirmou a autuação por importunação sexual.
Por fim, a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) emitiu nota reforçando que não tolera crimes em seus quadros. A Corregedoria-Geral já instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta disciplinar do servidor. Até o momento, a reportagem não localizou a defesa do suspeito, mas o espaço permanece aberto para manifestações.
