
Um delegado da Polícia Civil foi preso em flagrante na noite de domingo (15), durante uma festa de Carnaval no Centro de Apiacá, no Sul do Espírito Santo. Ele é suspeito de importunar sexualmente uma adolescente de 14 anos.
Identificado como Adhemar Pereira Fully, de 40 anos, o servidor teria perseguido a vítima ao longo do evento, segundo relato da Polícia Militar.
Abordagem e confusão no local
De acordo com testemunhas, o delegado se aproximou insistentemente da adolescente e iniciou uma conversa com frases como “gata, eu quero você”. Mesmo após a jovem afirmar que tinha apenas 14 anos e recusar o contato, ele teria continuado a perseguição.
Diante da situação, familiares da menina confrontaram o suspeito, o que gerou confusão no local. A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar, encontrou o homem com sinais evidentes de embriaguez. Além disso, ele resistiu à abordagem, empurrou policiais, proferiu xingamentos e tentou fugir.
Os militares precisaram contê-lo e algemá-lo.
Arma apreendida e identificação
Durante a revista, os policiais encontraram com o suspeito uma pistola, munições e um carregador. Posteriormente, a PM constatou que a arma pertence ao patrimônio da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES).
Ainda conforme o boletim de ocorrência, o homem não apresentou a documentação de porte de arma no momento da abordagem. Já dentro da viatura, ele teria ameaçado os policiais, afirmando que os prenderia e que faria de tudo para que “perdessem a farda”.
Atendimento à vítima e prisão
Após o ocorrido, o Conselho Tutelar prestou apoio à adolescente e à família.
Em seguida, a equipe levou Adhemar Pereira Fully para a Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim. A Polícia Civil informou que autuou o delegado em flagrante por importunação sexual e o encaminhou ao presídio Alfa 10, em Vila Velha, unidade destinada a policiais civis.
A instituição também apreendeu a arma, as munições e o carregador.
Posicionamento da Polícia Civil
Em nota oficial, a PCES afirmou que não compactua com qualquer tipo de crime e que apura rigorosamente a conduta de seus integrantes. Além disso, a Corregedoria-Geral instaurará procedimentos administrativos internos para verificar eventual responsabilidade disciplinar do servidor.
O caso segue sob investigação.
