
Cláudio Castro publicou um Decreto regulamentando a Lei nº 5.338/25. De sua própria autoria, a referida legislação concede uma escolta com seis servidores públicos e dois carros oficiais a ex-mandatários por quatro anos, podendo ser prorrogáveis pelo mesmo período, sob a alegação de preservar a integridade daqueles que se expuseram politicamente pelo Estado.
A partir do presente Decreto, o benefício da escolta mantida pelo Estado será vitalícia, ou seja, cada Governador que encerrar seu mandato e não quiser mais disputar eleições, contará com a proteção Estatal paga com os impostos dos trabalhadores, o que consequentemente demandará a contratação de mais funcionários, aumentando gradativamente os gastos públicos.
Cláudio Castro, que é mandatário pelo PL – partido do ex-Presidente Jair Bolsonaro – foi aclamado pela Direita como um herói devido ao sucesso da megaoperação policial em outubro de 2025, que culminou no abatimento de quase 130 meliantes e a apreensão de 100 fuzis. Noventa e cinco por cento dos abatidos eram membros do Comando Vermelho.
Todavia, um Gestor não deve ser apenas excelente no combate ao crime. Deve saber otimizar o dinheiro público. Assim como nas empresas privadas – que sustentam o ente federado – o objetivo é atingir a produção esperada com o menor custo, esta deveria ser a máxima do mandatário do Estado.
Se a Direita realmente defende o Estado mínimo, deveria começar a indagar o Cláudio Castro sobre como ele conciliará esta pauta estrutural de seu espectro ideológico com a escolta vitalícia dos ex-Governadores do Estado. Usando um pouco de ironia, imagina que “maravilha” o Sérgio Cabral, depois de todas as contradições, tendo escolta vitalícia paga com o dinheiro público!
Isso se a Direita não quiser fazer jus a uma expressão musical do saudoso Bezerra da Silva, que diz: “[…] Malandro é malandro e mané é mané […]”.
Enfim, vamos seguindo…
