
Entrou em vigor nesta segunda-feira (11) a suspensão da exigência de visto para turistas chineses que desejam entrar no Brasil em viagens de curta duração. A medida foi anunciada pelo presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, durante a abertura do Salão do Turismo 2026, realizado em Fortaleza, na última quinta-feira (7).
Com a nova regra, cidadãos da China poderão permanecer no Brasil por até 30 dias sem necessidade de visto. A autorização vale para viagens de turismo, negócios, atividades culturais, artísticas, recreativas e esportivas, além de visitas familiares, participação em congressos, conferências e reuniões.
Segundo o governo federal, a decisão segue o princípio da reciprocidade. Isso porque, desde 2025, brasileiros também estão dispensados de visto para entrar na China em viagens com duração de até 30 dias.
Turismo internacional cresce no Brasil
De acordo com o Ministério do Turismo, o Brasil registrou recorde de visitantes estrangeiros em 2025. Ao todo, mais de 9,2 milhões de turistas internacionais desembarcaram no país no período.
Além disso, o governo destacou o crescimento do fluxo de turistas chineses. Conforme Geraldo Alckmin, o número de visitantes da China aumentou 35% no último ano.
A expectativa é que a medida fortaleça ainda mais o turismo, os negócios e as relações diplomáticas entre os dois países.
Intercâmbio cultural e econômico
Em nota conjunta, os ministérios do Turismo e das Relações Exteriores afirmaram que a suspensão da exigência de visto deve ampliar as oportunidades de intercâmbio cultural, econômico e turístico.
“O acordo contribuirá para aprofundar as relações entre Brasil e China, além de incentivar o turismo, eventos culturais, negócios e atividades esportivas”, destacou o comunicado.
O anúncio também ocorre durante as celebrações do “Ano Cultural Brasil-China”, iniciativa criada para ampliar a cooperação entre os dois países.
Reciprocidade entre os países
A China havia retirado a obrigatoriedade de visto para brasileiros em 2025. A medida chinesa beneficia viagens para turismo, negócios, intercâmbio, visitas familiares e trânsito internacional.
Agora, com a nova decisão do governo brasileiro, os dois países passam a operar com regras semelhantes para viagens de curta duração.










