
O número de casos confirmados de mpox chegou a 17 em Minas Gerais em 2026. A atualização foi divulgada nesta quarta-feira (25) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Todos os pacientes apresentaram evolução clínica positiva e já estão curados.
Segundo o levantamento, a maioria das confirmações ocorreu em Belo Horizonte, que concentra onze registros. Além disso, foram identificados três casos em Contagem e um em Ribeirão das Neves, ambas cidades da Região Metropolitana. Outros episódios também foram notificados nos municípios de Formiga, no Centro-Oeste mineiro, e Manhuaçu, na Zona da Mata.
De acordo com a secretaria, todos os infectados são homens com idades entre 25 e 56 anos. O órgão mantém monitoramento contínuo do cenário epidemiológico e orienta a população a buscar informações confiáveis e adotar medidas preventivas.
Doença viral ganhou projeção global
A mpox, anteriormente chamada de varíola dos macacos, é causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus, o mesmo grupo da varíola humana. Embora a doença exista há décadas em países africanos, principalmente na República Democrática do Congo, ela ganhou destaque internacional a partir do surto global iniciado em 2022.
Entre os sintomas iniciais, estão febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço e aumento dos gânglios linfáticos. Em seguida, podem surgir lesões cutâneas progressivas, que evoluem de manchas avermelhadas para vesículas, crostas e cicatrização. Em casos mais graves, há risco de complicações neurológicas e oculares.
Transmissão ocorre por contato direto
Especialistas explicam que a principal forma de transmissão ocorre por contato físico com lesões na pele antes da cicatrização completa. O contágio pode acontecer em relações sexuais ou em outras situações de contato próximo. Além disso, o vírus também pode ser transmitido por fluidos corporais, objetos contaminados e, de forma menos comum, por gotículas respiratórias.
O período de incubação varia de poucos dias a cerca de três semanas. Por isso, profissionais de saúde recomendam isolamento até a cicatrização total das lesões para evitar a propagação da doença.
Vacinação e cuidados seguem como principais medidas
A vacinação é considerada a estratégia mais eficaz de prevenção. No Brasil, o imunizante está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para grupos prioritários, como pessoas que vivem com HIV/Aids, usuários de profilaxia pré-exposição (PrEP) e profissionais de saúde expostos ao vírus.
Mesmo assim, médicos alertam que a cobertura vacinal ainda é limitada. Dessa forma, a recomendação inclui atenção a sintomas suspeitos, redução de riscos em contatos próximos e procura por atendimento especializado diante de sinais clínicos.

