Caso brutal: Justiça mantém presos suspeitos pela morte de bebê

A decisão judicial considera indícios de agressões e mantém a prisão preventiva enquanto o caso segue sob investigação em Campo Grande.

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- Morre bebê de 1 ano que deu entrada com sinais de agressão em MS — Foto: Divulgação

A Justiça manteve presos a mãe e o padrasto do bebê de 1 ano e 8 meses que morreu após dar entrada em um hospital com sinais de agressão, em Campo Grande. A decisão ocorreu durante audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (30), quando o juiz converteu a prisão em flagrante do casal em prisão preventiva.

O bebê deu entrada na Santa Casa na terça-feira (28), com lesões graves e indícios de violência sexual. No entanto, a criança não resistiu e morreu nesta quinta-feira, o que agravou a situação dos investigados.

Com isso, a Polícia Civil mantém o casal detido enquanto conduz as investigações. A Justiça adota a prisão preventiva quando identifica risco à ordem pública ou possibilidade de interferência no andamento do caso.

Investigação em andamento

A Polícia Civil investiga a mãe e o padrasto por crimes como maus-tratos, lesão corporal, omissão de socorro e estupro de vulnerável. Além disso, com a morte da criança, o inquérito pode incluir acusações mais graves, conforme apontarem os laudos periciais.

Segundo o Conselho Tutelar, o órgão não registrava acompanhamento anterior da família. Ainda assim, o hospital identificou sinais de violência e acionou imediatamente as autoridades.

Durante o atendimento, a mãe apresentou versões consideradas inconsistentes. Inicialmente, ela afirmou que a criança caiu e bateu a cabeça. No entanto, não explicou outras lesões identificadas pela equipe médica.

Além disso, conforme o Conselho Tutelar, a mãe também apresentou informações divergentes sobre atendimentos anteriores. Primeiro, disse que levou o bebê ao médico por causa de uma gripe. Depois, afirmou que não chegou a ser atendida.

As equipes constataram ainda que a criança não tinha acompanhamento regular de saúde. Além disso, a vacinação estava atrasada até o início deste ano.

Outro ponto que chamou atenção envolve o relato de um vizinho à polícia. Ele afirmou que sabia de possíveis agressões, mas não registrou denúncia.

Próximos passos

Agora, a Polícia Civil aguarda os resultados dos exames periciais, que devem esclarecer a causa da morte e a extensão das lesões.

Além disso, os investigadores apuram as condições em que o bebê vivia e a responsabilidade dos envolvidos. Enquanto isso, mãe e padrasto permanecem presos e à disposição da Justiça até a conclusão do inquérito.