Capitão da PM é detido após furar bloqueio da Guarda

Oficial foi imobilizado por agentes da Guarda Municipal após desrespeitar bloqueio em rodovia do município; caso gerou mobilização no local.

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- Foto: Reprodução

Um capitão da reserva da Polícia Militar, de 60 anos, se envolveu em uma confusão e acabou detido pela Guarda Municipal de Vila Velha durante uma abordagem em bloqueio viário. O caso ocorreu na noite de quinta-feira (19), no cruzamento da Rodovia do Sol com a Rua Humberto Pereira, na Praia de Itaparica, na Grande Vitória.

Naquele momento, agentes orientavam motoristas sobre a interdição temporária da via, provocada por obras do Binário e pelo risco de acidentes no trecho. Mesmo assim, o veículo conduzido pelo policial tentou avançar pelo bloqueio.

Conforme relato da Guarda, o motorista inicialmente atendeu à ordem de parada. Porém, quando um agente se aproximou para explicar a situação, ele se exaltou e afirmou que passaria pela via de qualquer forma. Em seguida, segundo a corporação, o condutor acelerou na contramão e quase atingiu um dos guardas.

Diante da atitude, os agentes acompanharam o automóvel e voltaram a sinalizar para que o motorista parasse. Ainda assim, o capitão seguiu dirigindo até a garagem da própria residência. No local, ele saiu do veículo exaltado e, logo depois, os guardas realizaram a imobilização.

Em nota, a Guarda Municipal informou que o homem não se identificou como militar durante a abordagem. A corporação também destacou que acionou o Centro de Policiamento Unificado (CPU) da Polícia Militar para acompanhar a ocorrência.

Após o episódio, equipes levaram o capitão à Delegacia Regional de Vila Velha, onde ele prestou esclarecimentos. Em seguida, a autoridade policial fixou fiança no valor de um salário mínimo, quantia que o militar pagou para responder em liberdade.

Versão do capitão

O oficial da reserva negou desacato e afirmou que os agentes agiram com abuso. Segundo ele, apenas tentava entender como poderia acessar a própria casa diante da interdição na rodovia.

Além disso, o militar relatou que realiza tratamento contra câncer e disse que sofreu agressões durante a ação. Por causa das marcas no corpo, profissionais o encaminharam ao Instituto Médico Legal (IML), em Vitória, para exame de corpo de delito.