
A cadela farejadora Sindy, da Polícia Militar do Espírito Santo, sofreu ferimentos graves após um atropelamento durante uma operação contra o tráfico de drogas no bairro Barramares, em Vila Velha, na quinta-feira (4). O animal teve uma lesão na medula, passou por uma cirurgia de mais de três horas e agora corre risco de ficar paraplégico.
Treinada para localizar drogas, armas e munições, Sindy atuava no apoio às equipes policiais em uma região conhecida pela movimentação do tráfico de entorpecentes. Durante a ação, dois suspeitos que estavam em uma motocicleta roubada tentaram escapar da abordagem.
Segundo a Polícia Militar, o condutor ignorou a ordem de parada e acelerou na direção dos policiais. Em seguida, durante a fuga, ele atingiu a cadela que participava da operação.
Cirurgia delicada preocupa veterinários
Logo após o atropelamento, os militares socorreram Sindy e levaram o animal para uma clínica veterinária em Jardim Camburi, em Vitória. Na unidade, os exames identificaram uma grave lesão medular.
Além disso, a equipe veterinária realizou uma cirurgia considerada complexa, com duração superior a três horas. Desde então, o estado de saúde da cadela exige cuidados intensivos.
De acordo com o veterinário responsável pelo atendimento, Sindy ainda não tem previsão de alta. No entanto, os profissionais acompanham a evolução clínica diariamente para avaliar a recuperação dos movimentos das patas traseiras.
Suspeito acaba preso e moto tinha adulteração
Enquanto o piloto conseguiu fugir, os policiais prenderam o passageiro da motocicleta, um jovem de 19 anos.
Durante a fiscalização, os militares descobriram que a placa não correspondia ao chassi do veículo. Além disso, a Honda CB Twister preta possuía registro de roubo e apresentava sinais de adulteração.
A Polícia Civil autuou o suspeito em flagrante por receptação na Delegacia Regional de Vila Velha. Depois disso, os agentes encaminharam o jovem ao sistema prisional.
Histórico de atuação na corporação
Aos nove anos, Sindy acumula uma longa trajetória em operações da Polícia Militar no Espírito Santo. Ao longo dos anos, a cadela participou de ações que ajudaram equipes policiais a localizar drogas, armas e munições em diferentes regiões do Estado.
Por isso, o animal se tornou referência no trabalho de detecção realizado pela corporação.
Agora, enquanto permanece internada sob acompanhamento veterinário intensivo, Sindy mobiliza policiais e moradores que acompanham a recuperação da cadela.










