
A Buser deu um novo passo em sua estratégia de crescimento no Brasil. Após oito anos focada no fretamento colaborativo, a empresa adquiriu duas viações tradicionais: Expresso JK e Santa Maria.
Com isso, a startup passa a operar também dentro de rodoviárias. A mudança marca a entrada no modelo de linhas reguladas, ampliando sua atuação no setor.
Expansão e novo modelo de operação
Até então, a Buser concentrava suas atividades em dois pilares: o fretamento colaborativo e o marketplace digital. Agora, com as aquisições, a empresa diversifica suas operações.
Segundo o diretor de estratégia, Rodolfo Juliani, a combinação entre crescimento orgânico e aquisições torna a expansão mais eficiente. Além disso, o modelo “asset-light” contribui para maior geração de caixa.
A empresa já expandiu sua presença no Centro-Oeste e fortaleceu operações no Sudeste. As rotas incluem cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba.
Acesso às rodoviárias amplia vendas
Com a compra das viações, a Buser passa a acessar um dos principais canais do setor: os guichês rodoviários. Atualmente, cerca de 60% das passagens são vendidas nesses locais.
A empresa já está presente em grandes terminais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Goiânia. Dessa forma, combina vendas físicas com a plataforma digital.
Além disso, os preços seguem competitivos. Em alguns casos, chegam a ser até 50% mais baratos que os da concorrência.
Novos mercados e ganho de escala
A estratégia também amplia a atuação geográfica da empresa. Com isso, a Buser ganha participação em novos mercados e fortalece sua presença nacional.
Ao mesmo tempo, a empresa passa a atingir novos públicos. Isso ocorre tanto no ambiente digital quanto no offline.
Segundo Juliani, a integração entre oferta e demanda permite mais opções de viagem e maior conveniência para os passageiros.
Modelo asset-light e transição gradual
A Buser mantém o modelo asset-light nas aquisições. Nesse formato, a frota das empresas é redistribuída entre parceiros.
Assim, a empresa concentra esforços na tecnologia e na gestão da operação. A transição das marcas também ocorrerá de forma gradual.
Por enquanto, as viações continuam com seus nomes originais. A medida busca evitar impacto na experiência dos passageiros.
Resultados e projeções
A empresa vem acumulando resultados positivos. Em 2025, registrou recorde de receita e lucro operacional.
Para 2026, a expectativa é ultrapassar R$ 700 milhões em receita. Além disso, a projeção aponta margem operacional de cerca de 25%.
Sobre a Buser
A Buser é uma plataforma digital com mais de 14 milhões de usuários cadastrados. A empresa conecta passageiros a viagens rodoviárias por meio de tecnologia.
Atualmente, conta com cerca de 300 empresas parceiras e mais de 1.000 ônibus em operação na alta temporada. Em média, transporta até 30 mil passageiros por dia em todo o Brasil.











