O município de Barra de São Francisco liderou em 2025 as exportações brasileiras de rochas ornamentais com 403.387 toneladas, volume 19% maior do que Cachoeiro de Itapemirim, o segundo colocado, com 338.798 toneladas.
A produção de rochas, especialmente granitos, de Barra de São Francisco ganha ainda mais relevância porque o ano de 2025 consolidou o Espírito Ssnto com 78% das exportações brasileiras desse mineral.
Em valores, o município de Barra de São Francisco ficou em terceiro lugar, com liderança de Serra e Cachoeiro de Itapemirim, o que significa maior valor agregado nos produtos desses municípios.
A importância das rochas na economia do Norte-Noroeste do Espírito Santo se dá a partir dos primeiros registros de jazidas na segunda metade doa anos 1980.
Nos primeiros anos o escoamento da produção se dá, praticamente todo, em bloco. Nos anos 2000 há um grande avanço com a ampliação e modernização do parque industrial em Barra de São Francisco, o maior do Brasil no setor.
Os municípios Top 10 em volume de exportações (por toneladas):
1. Barra de Sâo Francisco – 403.387
2. Cachoeiro de Itapemirim – 338.798
3. Serra – 305.405
4. Papagaios (MG) – 90.247
5. Vila Velha – 87.745
6. Castelo – 79.919
7. São Domingos do Norte – 79.184
8. Vitória – 60.608
9. Ecoporanga – 57.620
10. Uruoca (CE) – 45.103
Em valores, o município de Barra de São Francisco ficou em terceiro lugar, com liderança de Serra e Cachoeiro de Itapemirim, o que significa maior valor agregado nesses municípios
Top 10 em valores exportados (em milhões de dólares)
1. Serra – $ 381,7 milhões
2. Cachoeiro de Itapemirim – $ 355,6
3. Barra de Sâo Francisco – $ 155,8
4. Castelo – $ 64,7
5. Atílio Vivacqua – $ 46,5
6. Vitória – $ 40,0
7. Papagaios (MG) – $ 38,2
8. São Domingos do Norte – $ 30,7
9. Cariacica – $ 26,4
10. Uruoca (CE) – $ 24,3
LIDERANÇA
O ano de 2025 ficará marcado como um divisor de águas para o setor brasileiro de rochas naturais, com o Espírito Santo mantendo-se na liderança e exercendo papel central nesse resultado.
Dos US$ 1,48 bilhão exportados pelo Brasil, US$ 1,16 bilhão tiveram origem no território capixaba, o equivalente a 78,5% de participação nacional, consolidando o estado como principal polo exportador do país, segundo dados da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas).
Minas Gerais (9,1%) e Ceará (7,4%) ocupam as duas posições seguintes.
O valor representa um crescimento de 12,2% em relação a 2024 e configura o maior faturamento da história do Espírito Santo no setor, mesmo em um ano marcado por desafios no comércio internacional, como a imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos.
O resultado está associado, sobretudo, à robustez da base produtiva capixaba, que concentra atividades de extração e beneficiamento, além da capacidade das empresas locais de se adaptar a diferentes mercados e perfis de demanda.
No mix de produtos exportados pelos capixabas, os quartzitos assumiram papel ainda mais estratégico em 2025, com US$ 703,3 milhões exportados (+32,5%), compensando a retração observada em materiais como granito (-10,1%) e mármore (-7,0%).
Esse movimento reflete tanto mudanças na demanda internacional quanto ajustes comerciais provocados pelo novo cenário tarifário, evidenciando a capacidade de adaptação da indústria capixaba.

“Os números nos impressionaram, especialmente por terem sido alcançados em um ano desafiador, marcado pelo tarifaço, que provocou quedas relevantes nas exportações de granitos, mármores e ardósia”, analisa Tales Machado, presidente da Centrorochas.
Para as empresas focadas exclusivamente na extração desses produtos, o ano foi marcado por retração. “Esse movimento, no entanto, acabou sendo compensado pelo avanço de outros materiais, como os quartzitos, que tiveram desempenho bastante positivo e ajudaram a sustentar o resultado geral do setor”, acrescentou.
MERCADOS
Os Estados Unidos seguiram como principal destino das exportações capixabas, com US$ 744,2 milhões em compras (+10,7%), mantendo o estado fortemente conectado ao maior mercado consumidor mundial.
China (+3,8%), México (3,0%), Itália (9,6%), Canadá (26,7%) e Espanha (81,6%) completam a lista dos principais destinos, todos com crescimento nas importações, o que reforça a diversificação de mercados e a competitividade internacional das empresas do Espírito Santo.
Serra e Cachoeiro de Itapemirim concentraram a maior parcela das exportações capixabas, em valores, e mantiveram a liderança no ranking entre os maiores municípios exportadores.
A Serra respondeu por 33,4% do valor exportado, com US$ 381,7 milhões, enquanto Cachoeiro de Itapemirim somou US$ 355,6 milhões, equivalente a 31,1%, ambos com crescimento próximo a 20% em relação ao ano anterior.
Além dos polos consolidados, outros municípios capixabas se destacaram pelo ritmo de expansão.
Cariacica registrou alta de 39,3% nas exportações, refletindo avanço em volume e preço médio, enquanto Castelo (+29,8%) e Atílio Vivacqua (+23,8%) também apresentaram crescimento acima da média estadual. (Da Redação com Centrorochas).
FONTE: Tribuna Norte-Leste
