Banco Central reforça segurança do Pix com novas regras a partir de fevereiro

Banco Central implementa novas regras a partir de fevereiro para reforçar a segurança do Pix e dificultar golpes financeiros

Banco Central reforça a segurança do Pix com novas regras a partir de fevereiro

A segurança do Pix será ampliada a partir de fevereiro com a implementação do MED 2.0, nova etapa do Mecanismo Especial de Devolução criada pelo Banco Central. Com a mudança, o sistema financeiro ganha ferramentas mais eficientes para combater golpes e recuperar valores transferidos de forma fraudulenta.

O Pix revolucionou a forma como os brasileiros realizam pagamentos e transferências. Entretanto, a mesma agilidade que trouxe praticidade também passou a atrair a ação de criminosos. Por isso, o Banco Central decidiu aprimorar os mecanismos de proteção e resposta a fraudes, fortalecendo a segurança do Pix em todo o país.

Como funciona o MED

O Mecanismo Especial de Devolução (MED) reúne regras e procedimentos técnicos que permitem aos bancos tentar recuperar valores em casos de golpes, fraudes ou transferências feitas sob coação. Assim que identifica o problema, o usuário deve acionar o banco pelos canais oficiais para iniciar o processo.

Até então, o sistema apresentava uma limitação relevante. Ele só conseguia bloquear o dinheiro enquanto o valor permanecia na primeira conta que o recebeu. Diante disso, criminosos passaram a usar a chamada “pulverização”, dividindo rapidamente o dinheiro em várias contas, muitas vezes de terceiros, para dificultar o rastreamento.

O que muda com o MED 2.0

Com o MED 2.0, o sistema passa a permitir o rastreio em cascata. Na prática, isso significa que as instituições financeiras conseguem acompanhar o dinheiro mesmo depois de ele passar por diversas contas.

Além disso, o novo modelo autoriza o bloqueio simultâneo em múltiplas contas. Dessa forma, se o criminoso dividir o valor do golpe entre várias instituições, o sistema pode identificar e reter os recursos em todos os destinos ao mesmo tempo.

Outra mudança relevante envolve a automação do processo. A comunicação entre os bancos deixa de ser manual e passa a ocorrer de forma automática dentro da rede do Pix. Com isso, a resposta se torna mais rápida e reduz significativamente as chances de saque pelos golpistas.

O que o usuário deve fazer

Para o usuário, o procedimento segue simples. Ao identificar uma fraude ou transferência indevida, ele deve registrar a reclamação junto ao banco em até 80 dias, utilizando o aplicativo ou os canais oficiais da instituição.

Enquanto isso, o sistema realiza uma varredura automática em toda a cadeia de transferências. Caso o dinheiro ainda esteja no sistema bancário, ele poderá ser bloqueado para análise e posterior devolução. Assim, a segurança do Pix se torna mais eficaz também nos bastidores.

Impacto no combate aos golpes

Com o novo modelo, o sistema identifica mais rapidamente pessoas que emprestam ou vendem contas para receber dinheiro ilícito. O monitoramento pode marcar o CPF desses envolvidos, gerando bloqueios imediatos e restrições em todo o Sistema Financeiro Nacional.

Apesar do avanço tecnológico, o Banco Central reforça que a prevenção continua essencial. Portanto, antes de confirmar qualquer transação, o usuário deve conferir os dados do recebedor e desconfiar de pedidos urgentes.

Com as novas regras, a expectativa é reduzir prejuízos, dificultar a atuação de golpistas e fortalecer a confiança da população. Assim, o Pix deve continuar sendo sinônimo de praticidade, agora com uma camada adicional de segurança do Pix.

https://www.bcb.gov.br
(Banco Central do Brasil)