
O vírus Nipah voltou ao radar das autoridades de saúde global após a Índia notificar à Organização Mundial da Saúde (OMS) dois casos laboratoriais confirmados da infecção em janeiro de 2026. Ainda assim, especialistas afirmam que, até o momento, não há cenário para um novo surto.
Segundo a OMS, os casos ocorreram no estado de Bengala Ocidental e envolveram dois profissionais de saúde do mesmo hospital, localizado na cidade de Barasat. Os pacientes apresentaram os primeiros sintomas no fim de dezembro de 2025 e, posteriormente, receberam confirmação laboratorial em 13 de janeiro.
Monitoramento intenso e ausência de transmissão comunitária
De acordo com as autoridades indianas, um dos pacientes apresentou melhora clínica, enquanto o outro segue sob cuidados intensivos. Desde a confirmação, as equipes de saúde identificaram, monitoraram e testaram mais de 190 contatos. Até agora, todos os exames deram resultado negativo.
Dessa forma, os dados indicam ausência de transmissão comunitária, o que reforça a avaliação de controle do episódio. Além disso, o rastreamento rápido e a resposta imediata ajudaram a reduzir o risco de novos casos.
Doença grave mantém vigilância internacional
O vírus Nipah tem como principal reservatório os morcegos frugívoros. Além disso, a infecção pode ocorrer pelo consumo de alimentos contaminados ou pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas.
Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça e dificuldade respiratória. Em casos mais graves, a doença evolui para encefalite, condição que eleva significativamente o risco de morte. Atualmente, não existe vacina nem tratamento específico, por isso o diagnóstico precoce e o isolamento rápido continuam essenciais.
Mesmo sem indícios de novo surto, organismos internacionais mantêm o vírus sob observação devido ao seu potencial de gravidade.
