
Dupla vai responder ao processo em liberdade, mas deverá cumprir medidas determinadas pela Justiça
A Justiça concedeu liberdade ao casal preso por vender medicamentos emagrecedores pelas redes sociais em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. A decisão saiu durante audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (14).
Segundo a defesa, a corretora de imóveis Raine Cescon, de 35 anos, e o empresário Jacson Ferreira, de 42 anos, deixarão a prisão, mas precisarão cumprir uma série de determinações judiciais enquanto o processo segue em andamento.
Durante a audiência, o Ministério Público do Espírito Santo reconheceu a legalidade da prisão realizada pela Polícia Civil. No entanto, o órgão defendeu que o casal respondesse ao processo em liberdade mediante cumprimento de medidas cautelares.
Além disso, os advogados da dupla alegaram que os investigados possuem residência fixa e atividade profissional regular.
Após analisar o caso, o juiz José Pedro de Souza Netto decidiu conceder liberdade ao casal sem pagamento de fiança.
Justiça impôs regras para manter liberdade
Apesar da soltura, a Justiça estabeleceu condições que deverão ser cumpridas pelos investigados.
Entre as medidas determinadas estão:
- Não sair da cidade sem autorização judicial;
- Comparecer a todos os atos do processo;
- Manter o endereço atualizado;
- Não frequentar bares, boates, prostíbulos e locais semelhantes;
- Comparecer ao fórum em até cinco dias úteis com documentos pessoais.
Além disso, o magistrado alertou que o descumprimento das medidas poderá resultar na decretação da prisão preventiva do casal.
Polícia investigou venda ilegal de medicamentos
A Polícia Civil prendeu Raine e Jacson durante uma operação realizada na última terça-feira (12), em Cachoeiro de Itapemirim.
Segundo as investigações, o casal utilizava as redes sociais para divulgar medicamentos emagrecedores e outros produtos de uso controlado.
Entre os itens anunciados estavam Tirzepatida, Retatrutide, Alluvi, Lipostabil Endovena, ampolas de testosterona e solução bacteriostática utilizada na diluição de medicamentos injetáveis.
Denúncias chegaram pela Vigilância Sanitária
As investigações começaram após a Vigilância Sanitária de Cachoeiro receber denúncias por meio da ouvidoria da prefeitura.
De acordo com o delegado Felipe Vivas, a comercialização de medicamentos fora de estabelecimentos autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pode configurar crimes contra a saúde pública.
Agora, a Polícia Civil segue investigando o caso.










