
Um atleta tetraplégico de Palotina, no Oeste do Paraná, começou a recuperar movimentos no braço apenas uma semana após receber a aplicação de polilaminina, uma proteína produzida pelo próprio corpo humano. Dessa forma, o procedimento trouxe grande esperança para o paranaense William Carboni Kerber, de 27 anos.
A cientista Tatiana Coelho de Sampaio descobriu a polilaminina, que foi aplicada pela primeira vez em Foz do Iguaçu em um procedimento de alta complexidade, realizado na noite de quinta-feira, 26 de fevereiro. Além disso, participaram da cirurgia os neurocirurgiões Bruno Cortes, do Rio de Janeiro, e João Elias El Sarraf, do Hospital Unimed Foz. Assim, o procedimento abriu novas perspectivas para o tratamento de lesões medulares.
William, que jogava vôlei profissional pelo time Suzano, ficou tetraplégico após um acidente de carro. Por isso, ele foi selecionado para integrar os estudos com a polilaminina. Ele deu entrada no hospital na noite de 20 de fevereiro para se preparar para a cirurgia, que ocorreu na manhã de sábado, 21.
Polilaminina rompe fronteira científica
A polilaminina representa uma fronteira científica com potencial de transformar a vida de milhares de pessoas. Dessa maneira, a aplicação em um atleta de alto rendimento simboliza não apenas esperança individual, mas também um marco para a medicina brasileira. Além de Bruno Cortes e João Elias El Sarraf, a cirurgia contou ainda com a participação de Artur Luiz, também pesquisador médico. Todos integram a equipe coordenada por Tatiana Coelho de Sampaio.
Embora Tatiana Coelho de Sampaio não tenha participado presencialmente do procedimento, pois acompanhava outros estudos, sua descoberta e coordenação científica foram fundamentais para que esta aplicação inédita pudesse acontecer com sucesso.
