
Nesta quinta-feira (5/3), as Forças Armadas de Israel lançaram um novo ataque contra Teerã, capital do Irã, e afirmaram ter eliminado um dos líderes do movimento xiita Hezbollah, no Líbano, no sexto dia do conflito. Além disso, segundo o comando militar israelense, 90 caças da Força Aérea de Israel atingiram alvos ligados à estrutura de repressão interna em Teerã e também avançaram em territórios no Líbano.
A República Islâmica acusa Israel de atacar deliberadamente alvos civis, enquanto isso, a liderança política israelense não indica qualquer intenção de interromper a ofensiva.
Onda de ataques
De acordo com um comunicado militar de Teerã, esta quinta-feira marcou a 12ª onda de ataques contra a capital iraniana. Cerca de 40 alvos sofreram impactos, incluindo a sede de uma unidade especial responsável por todas as forças de segurança interna do regime. O documento informou que aproximadamente 200 munições atingiram os alvos.
“O quartel-general atacado comanda todas as unidades especiais do regime terrorista iraniano na província e ainda dirige as Forças Armadas do regime”, detalhou o comunicado. Além disso, também sofreram ataques alvos ligados à Guarda Revolucionária do Irã e às forças Basij, milícia envolvida na repressão a dissidências internas. A ação ocorre em meio à intensificação das operações de Israel e Estados Unidos, que ampliam a retórica sobre o esforço de guerra. De acordo com comentários sobre uma conversa com o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que recebeu um pedido americano para prosseguir com a operação “até o fim”.
Campanha de retaliação
Em resposta aos ataques coordenados de Israel e EUA, o Irã lançou uma ampla campanha de retaliação que se espalhou pela região. Para isso, e para evitar tentativas de tomada de poder, enquanto a liderança se mantém entrincheirada, Teerã bombardeou grupos curdos no Iraque e também bloqueou o acesso à internet no país.
O regime acusou Israel e os EUA de realizar “ataques deliberados” contra áreas civis. Nas redes sociais, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqai, afirmou que o povo “sofre massacres brutais” e que, além disso, os inimigos atingem “áreas civis e qualquer lugar que acreditam que provocará o máximo sofrimento e perdas humanas”.
