Em um cenário, no mínimo, insólito na Assembleia Legislativa, o deputado Pablo Muribeca saiu em desagravo ao prefeito Arnaldinho Borgo por censurar o vereador Pastor Fabiano de Vila Vilha onde logo após o deputado Capitão Assumção surpreendeu ao se alinhar com Camila Valadão (PSOL) — uma das principais figuras da esquerda capixaba — na defesa do prefeito Arnaldinho Borgo.

Aparentemente, poderia parecer apenas mais uma articulação estratégica dentro do jogo político. Mas o contexto revela uma grave contradição: o mesmo prefeito que Capitão Assumção agora protege ferrenhamente foi o responsável por censurar o vereador Pastor Fabiano, um dos quadros mais coerentes e combativos do PL em Vila Velha.

Pastor Fabiano, no legítimo exercício de sua função fiscalizadora, foi punido de forma autoritária, tendo suas prerrogativas de vereador suspensas de maneira arbitrária e claramente incompatível com o espírito democrático. Um ataque direto não apenas a ele, mas a todo o partido e à representatividade popular que carrega.

E o que fez Capitão Assumção diante disso?

Nada. Silêncio. Conivência.

Há indícios fortes de que o deputado mantém uma expressiva quantidade de cargos comissionados na Prefeitura de Vila Velha — o que levanta uma questão ética: como pode um deputado do PL, partido que enfrentou Arnaldinho nas urnas, manter tamanha influência numa gestão adversária?

A incoerência é gritante e causa desconforto na base conservadora.

Está mais do que na hora de Capitão Assumção parar e refletir sobre o rumo que tem tomado. Seu alinhamento, cada vez mais evidente, com nomes como João Coser (PT) Camila Valadão (PSOL) e outras lideranças da esquerda capixaba, representa uma ruptura com os princípios que o elegeram.

A omissão diante da injustiça contra Pastor Fabiano é apenas mais um capítulo de uma série de contradições.

A direita capixaba precisa de representantes firmes, leais e coerentes. O momento exige clareza de postura e fidelidade aos valores conservadores.

Afinal, quem Assumção realmente representa?