
Por Thamiris Guidoni
A capital do Espírito Santo acaba de dar mais um passo no reconhecimento da rica culinária. O Projeto de Lei 119/2025, de autoria do vereador Armandinho da Federal (PL), que declara o arroz de polvo como patrimônio cultural imaterial da gastronomia do município, foi aprovado na Comissão de Justiça da Câmara.
O relator da matéria, vereador Camillo Neves, emitiu parecer favorável e destacou a importância da iniciativa para valorizar tradições locais.
A iguaria, que mistura o frescor dos frutos do mar com a identidade da capital, é presença marcante nos cardápios de restaurantes capixabas e já se consolidou como referência gastronômica.
Em Vitória, pode ser encontrada em casas como o Ilha do Caranguejo e o Papaguth, Kiosque do Alemão, entre outros endereços que fazem do prato um dos mais pedidos pelos apreciadores da boa mesa.
O arroz de polvo é um prato tradicional que conquistou paladares em Vitória. Gugu Barbarioli, sócio-proprietário do restaurante Ilha do Caranguejo, comenta sobre a popularidade do prato e o papel que ele exerce na valorização da cultura capixaba.
“Nos últimos anos, percebemos uma demanda crescente pelo polvo. Muitas pessoas já tinham o hábito de consumi-lo, mas a popularização veio também com chefs e master chefs que o introduziram de forma inovadora. Ele é muito saboroso e combina perfeitamente com um bom arrozinho de polvo, que tem seu lugar na nossa culinária. Aqui no Ilha do Caranguejo, conseguimos oferecer um preço bacana: a porção que antes custava R$ 150, agora sai por R$ 119, e serve até três pessoas — embora a gente costume indicar para duas. É uma forma de valorizar a cultura capixaba e mostrar que o arroz de polvo tem seu espaço na mesa e no coração da cidade.”
Quiosques da Curva da Jurema
Além do Arroz de Polvo, a Comissão de Justiça também aprovou o Projeto de Lei 120/2025, igualmente proposto por Armandinho da Federal, que reconhece os quiosques da Curva da Jurema como patrimônio cultural imaterial da gastronomia e da cultura da cidade. A medida, segundo o parlamentar, busca preservar não apenas os sabores, mas também os espaços de convivência e lazer que marcam a identidade da capital.
Ambos os projetos seguem agora para apreciação no plenário da Câmara Municipal de Vitória. Caso aprovados pelos vereadores, o arroz de polvo e os quiosques da Curva da Jurema passarão oficialmente a integrar a lista de patrimônios culturais da cidade, reforçando a valorização da memória afetiva e do turismo gastronômico na capital capixaba.
FONTE: ES BRASIL