Argentina pode ter greve geral contra reforma trabalhista; governo Milei promete repressão

Centrais sindicais convocam paralisações e protestos nesta quinta-feira; governo alerta sobre medidas de segurança e gera preocupação entre jornalistas.

- Foto: Agustin Marcarian/Reuters

A Argentina pode enfrentar uma greve geral nesta quinta-feira (19), em meio à mobilização de centrais sindicais contra a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei. A convocação inclui paralisações e manifestações em diferentes regiões do país.

A reforma integra o pacote de mudanças estruturais defendido por Milei desde o início do mandato. No entanto, sindicatos e movimentos sociais afirmam que as medidas retiram direitos e fragilizam garantias trabalhistas históricas.

Diante da convocação, o governo argentino anunciou que adotará medidas firmes para manter a ordem pública. A gestão Milei sinalizou que forças de segurança atuarão para evitar bloqueios de vias e interrupções consideradas ilegais.

Além disso, declarações oficiais alertaram sobre possíveis responsabilizações em caso de excessos durante os protestos. O posicionamento elevou o clima de tensão política no país.

Enquanto isso, lideranças sindicais reforçam que a mobilização busca pressionar o Congresso e demonstrar insatisfação popular com a reforma. Organizações afirmam que a paralisação pode afetar transporte, serviços públicos e atividades bancárias.

Entidades ligadas à imprensa também manifestaram preocupação após alertas direcionados a jornalistas que cobrirão os atos. O tema ampliou o debate sobre liberdade de imprensa e direito à manifestação.

A expectativa é de forte adesão em grandes centros urbanos, especialmente em Buenos Aires. Por outro lado, o governo sustenta que a reforma é necessária para estimular investimentos, modernizar a legislação e recuperar a economia.

Com isso, o país vive mais um capítulo de tensão entre Executivo e movimentos sociais, em um cenário marcado por ajustes econômicos e polarização política.