Após movimento pelo Banco Master, ações do Grupo Fictor acumulam forte queda

Investidores reagiram à tentativa de aquisição, e ações acumularam perdas expressivas.

Pedido de recuperação judicial

No domingo (1º), o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial para a Fictor Holding e a Fictor Invest. Essas empresas, por sua vez, concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado, que, ao todo, reúne mais de dez companhias.

Segundo o grupo, a decisão ocorreu após uma crise de reputação e, ao mesmo tempo, restrições ao acesso a crédito. Esse cenário, no entanto, se intensificou após a tentativa frustrada de compra do Banco Master, anunciada em novembro. De acordo com a empresa, a repercussão negativa do episódio comprometeu a liquidez das duas subsidiárias.

Impacto no mercado financeiro

Além disso, o efeito alcançou diretamente o mercado financeiro. Desde então, as ações da Fictor Alimentos (FICT3) acumulam queda superior a 63% após o caso envolvendo o Banco Master. Somente nesta segunda-feira (2), os papéis recuaram cerca de 40% e, assim, passaram a ser negociados a R$ 0,68 no início da tarde.

Histórico e áreas de atuação

Fundado em 2007, o Grupo Fictor iniciou suas atividades no setor de tecnologia. A partir de 2013, porém, a companhia passou a diversificar os negócios por meio de investimentos em diferentes segmentos.

Atualmente, o conglomerado atua nas áreas de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e serviços financeiros. No segmento de alimentos, o grupo mantém fábricas, granjas e frigoríficos em cinco estados e, além disso, opera marcas como Dr. Foods, Fredini e Vensa.

Expansão e visibilidade da marca

Em 2024, a Fictor Alimentos passou a ser negociada na B3. Na sequência, o grupo ampliou sua presença internacional, com a abertura de escritórios nos Estados Unidos e em Portugal.

Paralelamente, a empresa investiu em patrocínios esportivos de grande visibilidade. Entre eles, destacam-se o contrato com a Confederação Brasileira de Atletismo e o patrocínio às categorias de base do Palmeiras.

Situação financeira e próximos passos

No pedido de recuperação judicial, o grupo informou dívidas estimadas em cerca de R$ 4 bilhões. Segundo a empresa, a medida busca reorganizar as finanças sem, contudo, interromper as operações.

Por fim, a Fictor afirma que as demais subsidiárias ficaram fora do processo judicial e, portanto, devem manter as atividades normalmente.