
Um pai de aluna invadiu uma escola em Cachoeiro de Itapemirim, agrediu covardemente uma professora e acabou preso em flagrante na manhã desta sexta-feira (6). A situação provocou pânico dentro da unidade e levou ao acionamento imediato da Guarda Municipal.
Segundo testemunhas, a confusão começou quando uma adolescente de 14 anos se recusou a cumprir uma orientação da coordenação para se dirigir ao refeitório. Em seguida, a estudante passou a ofender e ameaçar uma das coordenadoras.
Diante da escalada de tensão, a equipe pedagógica tentou intervir. No entanto, o episódio se agravou quando o pai da aluna chegou ao local. Conforme relatos, ele arrombou o portão da unidade para entrar, desrespeitando os protocolos de segurança.
Logo após a invasão, o homem empurrou uma funcionária e, na sequência, desferiu um soco no rosto de uma coordenadora. Além disso, ele ameaçou outros servidores, o que gerou medo entre funcionários e estudantes.
Enquanto isso, outra coordenadora tentou conter a adolescente e proteger a colega agredida. Durante a tentativa de intervenção, ambas caíram no chão. Mesmo assim, a menor continuou com comportamento agressivo.
O ataque deixou duas profissionais feridas. Uma delas sofreu agressão direta do pai da estudante. A outra machucou o pé durante a queda e precisou ser encaminhada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
A Guarda Municipal chegou rapidamente ao local, conteve a situação e prendeu o agressor em flagrante, conduzindo-o à delegacia. A coordenadora agredida também foi levada para registrar a ocorrência e prestar depoimento.
Denúncia e alerta sobre violência escolar
O novo episódio de violência escolar remete a um caso anterior que ganhou repercussão no município. Na ocasião, o vereador Coronel Fabrício foi quem abriu a denúncia formal, cobrando providências das autoridades e reforço na segurança das unidades de ensino.
Diante da reincidência de casos graves, o parlamentar voltou a defender medidas mais rígidas para impedir invasões, proteger profissionais da educação e garantir que conflitos sejam tratados dentro da lei.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
