Açaí de R$ 24 gera cobrança de R$ 650 em cartão

Caso levanta alerta sobre conferência de valores antes de confirmar pagamento.

A representante comercial capixaba Sanny Miranda, de 43 anos, levou um susto ao conferir a fatura do cartão de crédito nesta quarta-feira (11). A compra de dois copos de açaí, feita pelo filho de 11 anos na orla da Praia de Itapuã, em Vila Velha, apareceu como uma cobrança de R$ 650, dividida em duas parcelas de R$ 325.

Segundo a mãe, o vendedor informou à criança que o valor total seria de R$ 24, dois copos a R$ 12 cada. No entanto, o montante registrado no cartão foi mais de 27 vezes superior ao esperado.

De acordo com Sanny, o filho atravessou a rua acompanhado da irmã e de um amigo para realizar a compra. “Entreguei o cartão para ele comprar dois copos e acabou sendo cobrado R$ 650, parcelado em duas vezes”, relatou.

A compra ocorreu no dia 8 de janeiro. Contudo, a família só percebeu o problema ao visualizar a primeira parcela na fatura. Ainda segundo a empresária, nem ela nem o filho solicitaram comprovante impresso da transação.


Suspeita de má-fé

Sanny acredita que o vendedor possa ter se aproveitado do fato de as compras terem sido feitas por crianças. “Não foi um número parecido, com um zero a mais. O valor foi muito maior e ainda dividido para não chamar atenção imediata”, afirmou.

No mesmo dia, o garoto utilizou o cartão para comprar um refrigerante no calçadão, sem qualquer irregularidade. Além disso, a mãe informou que já havia autorizado o filho a realizar pequenas compras anteriormente.

Na noite do ocorrido, a praia sediava um evento que reuniu grande público e diversos vendedores ambulantes. O nome fantasia identificado na fatura não corresponde, segundo ela, aos comerciantes que costumam atuar na região.


Providências adotadas

Após constatar a cobrança, Sanny procurou a Prefeitura de Vila Velha para obter informações sobre o cadastro de ambulantes no dia do evento, mas ainda não teve acesso aos dados. Além disso, analisou imagens das câmeras do prédio onde mora e registrou Boletim de Ocorrência (BO).

Ao entrar em contato com o banco, recebeu a informação de que a instituição não poderia cancelar a cobrança, já que a transação ocorreu presencialmente com uso do cartão.

A Polícia Civil confirmou o registro da ocorrência e informou que trabalha para identificar e responsabilizar os envolvidos. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.