Enquanto fortes chuvas castigam o Espírito Santo, Vila Velha volta a expor sua fragilidade histórica. Alagamentos se espalham por bairros recorrentes. Ruas cedem. Comunidades ficam isoladas. O cenário exige comando imediato e presença política.
No momento mais crítico, o prefeito Arnaldinho Borgo (PSDB) está fora do país. Passeia na Disney, em Orlando, nos Estados Unidos. Ausenta-se quando sua cidade mais precisa de decisões rápidas e autoridade visível.
Governar exige prioridade. Exige renúncia pessoal. Exige estar onde o problema ocorre. Liderança não se exerce à distância.
Escolha errada
A opção pelo lazer internacional em meio ao caos urbano revela desconexão com a realidade local. Revela despreparo para lidar com crise. Revela incompreensão do papel institucional do cargo.
Prefeito não governa por agenda social. Governa por presença.
Contraste real
Em sentido oposto, Cariacica oferece exemplo concreto. O prefeito Euclério Sampaio (MDB) atua sem horário para terminar. Trabalha de madrugada. Visita áreas atingidas. Coordena equipes. Mobiliza estrutura.
Enquanto um se ausenta, o outro enfrenta.
Gestão presente
Em momentos extremos, o eleitor observa gestos. Avalia atitudes. Registra quem aparece e quem some. Crise não admite férias. Emergência não espera retorno.
Imaturidade política
Arnaldinho Borgo age como um gestor em formação. Demonstra falta de senso de urgência. Age como quem ainda não compreendeu o peso do cargo que ocupa.
Ser prefeito não é função ocasional. É compromisso integral com o contribuinte.
Lição pública
Quem deseja ser estatista precisa aprender a permanecer. Especialmente quando a cidade está submersa. O Espírito Santo observa. E a memória política não esquece ausências nos momentos decisivos.
