
Os trabalhadores nascidos em janeiro que receberam, em média, até R$ 2.766 por mês em 2024 começam a receber o abono salarial nesta segunda-feira (16). Neste primeiro lote, o governo federal libera R$ 2,5 bilhões para aproximadamente 2 milhões de beneficiários em todo o país. Assim, o pagamento marca o início do calendário oficial de 2026.
O valor do benefício varia entre R$ 136 e R$ 1.621, conforme o número de meses trabalhados com carteira assinada ao longo de 2024. Ou seja, quanto maior o período de trabalho formal, maior será o valor recebido. Além disso, o calendário seguirá de forma escalonada durante 2026, de acordo com o mês de nascimento do trabalhador, o que organiza o fluxo de pagamentos ao longo do ano.
Quem recebe neste primeiro lote
Neste mês, o primeiro grupo contempla dois perfis distintos de trabalhadores. Por um lado:
- 1,8 milhão são trabalhadores da iniciativa privada, inscritos no Programa de Integração Social (PIS). Nesse caso, a Caixa Econômica Federal realiza os pagamentos, que somam R$ 2,29 bilhões;
Por outro lado:
- 217,2 mil são servidores públicos, vinculados ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Já o Banco do Brasil efetua os repasses, totalizando R$ 301,9 milhões.
Dessa forma, o governo distribui os recursos entre os dois programas, conforme o vínculo empregatício de cada beneficiário.
Quem tem direito ao abono salarial
Para ter acesso ao benefício, o trabalhador precisa cumprir alguns critérios. Primeiramente:
- estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos;
- ter trabalhado com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias em 2024;
- ter recebido remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base;
- ter os dados corretamente informados pelo empregador no eSocial.
Além desses requisitos, é fundamental que as informações estejam atualizadas, pois qualquer inconsistência pode impedir a habilitação. Instituído pela Lei nº 7.998/90, o abono salarial pode chegar ao valor de um salário mínimo. No entanto, o pagamento ocorre de forma proporcional ao tempo trabalhado. Os recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e, posteriormente, o Ministério do Trabalho e Emprego confirma a habilitação de cada trabalhador.
Como o pagamento é feito
Para trabalhadores da iniciativa privada (PIS)
A Caixa Econômica Federal realiza o pagamento prioritariamente por:
- crédito em conta corrente ou poupança da Caixa;
- depósito na Poupança Social Digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.
Caso o trabalhador não possua conta, ele ainda pode sacar o valor:
- com Cartão Social e senha em lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes Caixa Aqui;
- nas agências, mediante apresentação de documento oficial com foto;
- sem cartão, por meio de biometria previamente cadastrada.
Assim, a Caixa amplia as opções de acesso ao recurso, facilitando a movimentação do benefício.
Para servidores públicos (Pasep)
No caso do Pasep, o Banco do Brasil efetua o pagamento por meio de:
- crédito em conta bancária;
- transferência via TED ou Pix;
- saque presencial nas agências, para quem não é correntista e não possui chave Pix cadastrada.
Dessa maneira, o banco garante diferentes alternativas para que o servidor receba o valor.
Como consultar
Antes de se dirigir a uma agência, o trabalhador pode consultar valor, data de pagamento e situação do benefício pelos canais digitais e telefônicos. Entre eles:
- aplicativo Carteira de Trabalho Digital;
- portal Gov.br;
- telefone 158, do Ministério do Trabalho;
- aplicativos Caixa Tem e Benefícios Sociais Caixa;
- atendimento Caixa ao Cidadão, pelo telefone 0800-726-0207.
Por fim, a expectativa do governo federal é que, ao longo de 2026, cerca de 22,2 milhões de trabalhadores recebam o abono salarial em todo o país.
