Restrições da China colocam frigoríficos brasileiros em alerta

Restrições da China colocam frigoríficos brasileiros em alerta

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Frigorifico - Imagem ilustrada e gerada por IA

ABIEC afirma que empresas podem reduzir atividades enquanto o Brasil busca novos mercados.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) alertou para os impactos das restrições impostas pela China. Segundo o presidente da entidade, Roberto Perosa, os frigoríficos poderão adotar medidas para enfrentar o período de incerteza. Enquanto isso, o mercado dos Estados Unidos ainda não provoca efeitos diretos sobre as exportações brasileiras.

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Perosa explicou que as salvaguardas impostas pela China terão validade de três anos. Por isso, cada empresa precisará definir sua própria estratégia. Algumas poderão conceder férias coletivas. Outras poderão adotar programas de layoff ou reduzir a produção. Além disso, grupos maiores podem adquirir frigoríficos menores. Segundo o dirigente, empresas com maior capital conseguem suportar a crise por mais tempo. Já as menos capitalizadas enfrentam mais dificuldades para manter a competitividade.

Apesar do cenário, o setor fechou 2025 com resultados históricos. O Brasil liderou a produção mundial de carne bovina, exportou para 177 países e faturou US$ 18 bilhões. Além disso, a cadeia movimentou R$ 1,159 trilhão. Agora, a ABIEC aposta na abertura de mercados como Japão, Coreia do Sul e Vietnã para ampliar as exportações até 2035. Assim, a entidade espera manter o crescimento da pecuária brasileira mesmo diante das barreiras comerciais.

Apesar do cenário de incerteza, o dirigente ressaltou que 2025 marcou um ano histórico para a pecuária brasileira. O país liderou, pela primeira vez, a produção mundial de carne bovina, com 12,35 milhões de toneladas, faturou US$ 18 bilhões em exportações para 177 países e movimentou R$ 1,159 trilhão na cadeia produtiva. Além disso, a ABIEC projeta crescimento da produção e das exportações até 2035, impulsionado pelo aumento da produtividade e pela abertura de novos mercados, como Japão, Coreia do Sul e Vietnã.