
O planejamento forrageiro na seca tornou-se uma estratégia essencial para o pecuarista manter a alimentação do rebanho durante os períodos mais críticos do ano. A redução das chuvas diminui o crescimento das pastagens e afeta a qualidade nutricional da forragem disponível no campo.
Muitos produtores costumam dizer que administram duas propriedades dentro da mesma fazenda. Existe a chamada “fazenda das águas”, marcada pela abundância de pasto. Já a “fazenda da seca” apresenta queda na produção de forragem e menor valor nutritivo.
Por isso, o planejamento forrageiro na seca garante alimento suficiente para os animais e evita perdas na produção pecuária.
Planejamento forrageiro na seca exige estratégia
O planejamento forrageiro na seca começa com a análise da demanda alimentar do rebanho. O produtor precisa calcular a quantidade de forragem necessária para manter os animais durante todo o período de estiagem.
Segundo o engenheiro agrônomo Hemython Nascimento, doutor em Zootecnia e gerente de P&D e Inovação da SBS Green Seeds, o produtor deve avaliar a quantidade de alimento disponível antes da chegada da seca.
Esse levantamento permite calcular quanto de silagem será necessário produzir ou quantos animais poderão permanecer em determinadas áreas de pastagem.
Além disso, o planejamento forrageiro na seca ajuda o pecuarista a escolher a melhor estratégia de manejo para cada propriedade.
Silagem garante reserva de alimento
A produção de silagem representa uma das alternativas mais utilizadas no planejamento forrageiro na seca. A técnica conserva o excedente de forragem produzido durante o período chuvoso.
O produtor pode colher o capim no momento ideal e armazenar o material para uso posterior. Esse processo preserva o valor nutricional da forragem.
Além disso, a retirada do excesso de massa verde melhora a estrutura do pasto. Essa prática reduz o acúmulo de material velho e favorece o crescimento de novas folhas.
Para garantir silagem de qualidade, o produtor deve observar o estágio correto de colheita. Também precisa controlar o tamanho das partículas e garantir boa compactação do material armazenado.
Diferimento de pastagens ajuda no período seco
O diferimento de pastagens também faz parte do planejamento forrageiro na seca. Nessa estratégia, o produtor fecha determinadas áreas do pasto durante o final do período chuvoso.
Com isso, a forragem cresce e forma uma reserva natural para o período seco.
Normalmente, o produtor realiza o diferimento entre fevereiro e março. Dessa forma, os animais podem utilizar essas áreas a partir de abril ou maio.
Algumas forrageiras apresentam melhor desempenho nesse sistema. Espécies do gênero Urochloa, como Marandu, Piatã e Paiaguás, costumam oferecer melhor aproveitamento pelos animais.
Integração lavoura-pecuária fortalece produção
A integração lavoura-pecuária também contribui para o planejamento forrageiro na seca. Esse sistema permite produzir pastagens após a colheita de culturas agrícolas, como soja, milho ou sorgo.
O modelo aumenta a eficiência do uso da terra. Além disso, melhora as condições do solo e amplia a oferta de forragem durante o outono e inverno.
Quando bem planejada, a integração lavoura-pecuária mantém oferta de alimento para o gado justamente no período em que as pastagens tradicionais reduzem o crescimento.
Assim, o planejamento forrageiro na seca ajuda o pecuarista a reduzir riscos produtivos e manter a estabilidade da atividade pecuária ao longo do ano.remento da produtividade por área ao longo do ano agrícola”, finaliza o engenheiro agrônomo.
Sobre a SememBrás
A SememBrás, uma marca da SBS Green Seeds, é especializada em sementes, tecnologia e inovação voltadas à agricultura regenerativa e pecuária sustentável. Com foco na saúde do solo e na eficiência produtiva, oferece soluções técnicas em mixes de sementes, blends personalizados e suporte agronômico para diferentes sistemas de produção em todo o país.
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