Vídeo: Norma visita Aprisco Rei Davi, reformado há poucos meses, e encontra local precário

Serviço de Acolhimento de crianças e adolescentes está sem alvará de funcionamento do Corpo de Bombeiros desde 2020

Foto: Divulgação -

Apesar de ter passado por uma reforma há menos de um ano, o Serviço de Acolhimento “Aprisco Rei Davi”, em Cachoeiro de Itapemirim, encontra-se em uma situação alarmante. Além das condições precárias, o espaço está sem alvará de funcionamento desde 2020. O problema foi constatado por uma visita técnica realizada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SEMDES), que encontrou uma série de irregularidades estruturais e sanitárias.

A secretária municipal de Desenvolvimento Social, Norma Ayub, acompanhada da equipe da SEMDES e do setor de Obras, ficou perplexa com o estado do local. Entre os problemas identificados estão infiltrações nos quartos, pisos estufados e quebrados, banheiros sem portas, vasos sanitários entupidos e vazando, chuveiros danificados, fiação exposta, ventiladores sem funcionamento e até baratas na cozinha. Além disso, o terreno nos fundos do Aprisco Rei Davi estava tomado por mato e sujeira, atraindo animais peçonhentos, como cobras e aranhas.

Indignada com a situação de um espaço que deveria oferecer segurança e dignidade para crianças em situação de vulnerabilidade, Norma Ayub cobrou providências imediatas. “É inaceitável que um local destinado ao acolhimento de crianças esteja nessas condições após uma reforma recente. Vamos acionar a empreiteira responsável para que cumpra sua obrigação e faça os reparos necessários. A nova gestão não compactua com descaso e irresponsabilidade”, afirmou a secretária.

Além disso, Norma já solicitou à Secretaria de Manutenção e Serviços a limpeza do terreno aos fundos do espaço para eliminar os riscos causados pelo mato alto e pela presença de animais perigosos. A Secretaria Municipal de Saúde também foi acionada para realizar o controle de pragas no local e eliminar a infestação de baratas na cozinha do estabelecimento.

A obra e os questionamentos

A reforma do Aprisco Rei Davi, autorizada em maio de 2024 e com previsão de entrega em cinco meses, deveria incluir impermeabilização, pintura interna e externa, troca de portas, manutenção elétrica e hidráulica e reparos no pátio, totalizando um investimento de R$ 678.831,10. No entanto, diante do atual estado do local, fica a dúvida: onde foi parar esse dinheiro?

Norma Ayub reafirmou que a nova gestão não permitirá que o dinheiro público seja desperdiçado e garantiu que todas as medidas serão tomadas para que as crianças acolhidas no Aprisco Rei Davi tenham um ambiente seguro e adequado. “Nosso compromisso é com o bem-estar dessas crianças e com a transparência da administração. Não vamos fechar os olhos para irregularidades. Quem errou, terá que responder”, destacou a secretária.

Norma Ayub pediu que as intervenções sejam feitas com urgência para garantir que o espaço cumpra sua função de acolher com dignidade crianças e adolescentes em situação de risco.