Interpol inclui marido de cantora sertaneja na lista vermelha

José Roberto de Oliveira Lima, conhecido como Tiquinho, é apontado pela Polícia Federal como líder de uma organização criminosa ligada ao tráfico de maconha e cocaína do Paraguai para o Brasil

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- © Reprodução- Youtube

José Roberto de Oliveira Lima, conhecido como Tiquinho e marido da cantora sertaneja Sônia Sayara, passou a integrar a lista vermelha da Interpol. Segundo a Polícia Federal (PF), ele participa de uma investigação que apura a atuação de uma organização criminosa especializada no transporte de maconha e cocaína do Paraguai para o Brasil.

De acordo com informações publicadas pela coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles, a PF aponta que Tiquinho assumiu o comando do grupo após a morte do narcotraficante paraguaio Carlos Rubén Sánchez Garcete, conhecido como Chicharô.

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Investigação aponta mudança no comando

Conforme a investigação, homens armados invadiram a residência de Chicharô e o mataram em agosto de 2021, na cidade de Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã (MS).

Depois disso, a Polícia Federal passou a apontar Tiquinho como um dos responsáveis pela liderança da organização criminosa, ao lado da esposa, Sônia Sayara, que também utiliza o nome Sônia Sánchez Garcete.

Cantora responde ao processo

Em maio do ano passado, agentes da Polícia Federal prenderam Sônia Sayara durante a Operação Tango Down. Na ocasião, a equipe localizou a cantora em um sítio no município de Mogi Guaçu, no interior de São Paulo.

Posteriormente, a Justiça recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público e transformou a cantora em ré, em janeiro deste ano. Desde então, o processo segue em tramitação.

Interpol passou a procurar investigado

Segundo a publicação, a Polícia Federal acredita que Tiquinho esteja escondido no Paraguai.

Por isso, os investigadores solicitaram à Justiça a inclusão do nome dele na lista vermelha da Interpol. Em seguida, a Justiça autorizou o pedido. Com isso, os órgãos policiais dos países integrantes da organização podem localizar e prender o investigado para eventual extradição, conforme a legislação de cada país.

PF apura atuação da organização criminosa

Segundo a investigação, o grupo utilizava rotas aéreas e terrestres para transportar drogas até o território brasileiro.

Além disso, a organização recorria ao apoio de pilotos, motoristas e empresas para esconder a origem e a natureza das cargas ilícitas.

Ainda conforme a coluna de Manoela Alcântara, fontes ligadas ao caso afirmam que Tiquinho continua exercendo funções dentro da organização criminosa.

Sônia Sayara reúne cerca de 211 mil seguidores no Instagram e aproximadamente mil ouvintes mensais em uma plataforma de streaming.

Até o momento, a coluna informou que não conseguiu contato com as defesas de Sônia Sayara e de José Roberto de Oliveira Lima para comentar as investigações.