Atualização: Tia pede guarda de bebê encontrada sozinha nas ruas de Vila Velha

Irmã da mãe diz que família não conseguiu contato com a criança, afirma que a mãe está arrependida e pede uma segunda chance

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- À esquerda, imagem do momento me que motoboy encontra bebê engatinhando no meio da rua; à direita, o advogado Lucas Recla, que atua na defesa da mãe. Foto: Reprodução

A tia da bebê de um ano encontrada engatinhando sozinha durante a madrugada em Vila Velha afirmou que pretende solicitar a guarda da criança. Em entrevista, a irmã da mãe revelou que a família ainda não conseguiu informações sobre o acolhimento da menina. Além disso, ela afirmou que a mãe está arrependida e pediu que a sociedade conceda uma segunda chance.

O caso ganhou grande repercussão após a bebê aparecer sozinha no meio de uma avenida no bairro Barramares, na madrugada da última quinta-feira (25). Um motoboy resgatou a criança com a ajuda de uma moradora da região.

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A Polícia Militar prendeu a mãe em flagrante por abandono de incapaz. No entanto, ela deixou a prisão após audiência de custódia. Desde então, a Justiça mantém a bebê acolhida em uma instituição.

Família cobra informações

A tia relatou que a família ainda não conseguiu contato com o Conselho Tutelar. Além disso, ela afirmou que ninguém informou onde a menina está acolhida.

“O Conselho Tutelar não está dando retorno. Ficaram de fazer ligação, mas não há ligação até agora. Não sei onde minha sobrinha está. Ela mama no peito, entende?”, afirmou.

Segundo a irmã da mãe, a família decidiu não se expor publicamente por receio de represálias diante da repercussão do caso. Apesar disso, ela reconheceu o erro da irmã e pediu compreensão.

“Foi uma fatalidade. Eu sei que minha irmã errou. Peço desculpa, gente, pelo que aconteceu. Não tem como voltar atrás. Não era realmente para ela ter deixado a bebê com meu sobrinho de 15 anos. Mas eu estou realmente temendo pela vida dela”, declarou.

A entrevistada também esclareceu a situação do pai da criança. De acordo com ela, ele cumpre pena por agressões contra a mãe da bebê.

Tia quer assumir cuidados

A irmã da mãe afirmou que pretende pedir a guarda da sobrinha. Além disso, garantiu que está preparada para assumir todos os cuidados necessários, caso a Justiça autorize.

“Se eu conseguir, a guarda vai vir para mim e eu vou cuidar. Assim como eu cuido dos meus filhos, vou cuidar muito bem, dar amor, carinho e atenção em tudo que ela precisa”, disse.

Ela ainda voltou a pedir que as pessoas não ameacem a família.

“Eu sei que está errado, a gente sabe que está errado. Mas todo mundo tem direito a uma segunda chance perante a sociedade”, acrescentou.

Defesa avalia pedido

O advogado da mãe, Lucas Recla, afirmou que a prioridade é garantir a segurança da bebê. Entretanto, ele defendeu que a Justiça analise o caso considerando a situação de vulnerabilidade social enfrentada pela família.

Segundo o advogado, a criança permanece acolhida por decisão judicial. Além disso, a defesa vai avaliar a possibilidade de pedir a guarda provisória para um familiar que reúna condições de protegê-la, desde que a medida atenda ao melhor interesse da criança.

“O mais importante é que essa criança foi encontrada com vida e está protegida. A prioridade absoluta deve ser a integridade física e emocional da criança”, afirmou.

Ainda conforme o advogado, o Judiciário e o Ministério Público devem conduzir o processo considerando todas as circunstâncias do caso. Dessa forma, os órgãos poderão preservar os direitos da criança e buscar sua inserção em um ambiente seguro.

Relembre o caso

A bebê, de aproximadamente um ano, apareceu engatinhando sozinha no meio de uma avenida no bairro Barramares, em Vila Velha, por volta da 1h da madrugada de quinta-feira (25).

Um motoboy trafegava pela via quando percebeu o que inicialmente acreditou ser um animal na pista. No entanto, ao se aproximar, constatou que se tratava de uma criança. Em seguida, ele pediu ajuda a uma moradora da região, que permaneceu com a bebê até a chegada da Polícia Militar.

Horas depois, a mãe procurou a polícia para comunicar o desaparecimento da filha. Ela informou que havia saído para uma festa e deixado a bebê sob os cuidados do filho mais velho, de 15 anos. Porém, ao retornar para casa, percebeu que a criança havia saído da residência.

O Conselho Tutelar encaminhou a bebê para uma instituição de acolhimento. Segundo o órgão, a menina não apresentava lesões aparentes. Já a Polícia Civil informou que mantém o caso sob sigilo por envolver uma menor de idade.

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