Veterinário é condenado a 17 anos por matar homem em situação de rua em Vila Velha

O júri popular condenou o veterinário Thiago Oliveira do Nascimento a 17 anos de prisão pelo homicídio de um homem em situação de rua. No mesmo julgamento, os jurados absolveram a dentista Gabriella Anacleto Kiefer das acusações relacionadas ao caso.

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- Foto: Reprodução G1

O veterinário Thiago Oliveira do Nascimento recebeu pena de 17 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de um homem em situação de rua, em Vila Velha, na Grande Vitória. O júri popular encerrou o julgamento após dois dias de debates. Além disso, os jurados absolveram a cirurgiã-dentista Gabriella Anacleto Kiefer das acusações relacionadas ao caso. A defesa de Thiago informou que irá recorrer da sentença.

Segundo denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), o crime ocorreu em 2021. De acordo com as investigações, a vítima entrou em uma clínica odontológica que passava por reformas para furtar objetos. Ao perceber a ação pelas câmeras de segurança, Gabriella teria acionado o então namorado, Thiago. Em seguida, o veterinário teria rendido e agredido o homem. Depois disso, ele colocou a vítima em uma Fiat Toro pertencente à dentista. Conforme a denúncia, o agressor amarrou, espancou e quebrou as pernas da vítima antes de atirar nas costas e na cabeça. Posteriormente, o corpo apareceu às margens da Rodovia Leste-Oeste, no bairro Vale Encantado.

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As investigações ganharam força em 2024, quando a Polícia Federal prendeu Thiago por suspeita de extorquir um empresário indiano. A partir daí, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) encontrou armas, munições e equipamentos relacionados a armamentos na residência do veterinário. Além disso, perícias balísticas apontaram que uma das armas apreendidas disparou os projéteis encontrados no corpo da vítima. Durante o processo, Thiago confessou o homicídio, mas alegou legítima defesa. Já Gabriella preferiu permanecer em silêncio. Após a absolvição, os advogados da dentista afirmaram que provas técnicas comprovaram a inocência da cliente.