Grupo suspeito de fornecer munições para facções é alvo de operação no Rio

Investigação aponta que criminosos compraram mais de 10 mil munições de fuzil e pistola usando documentos falsificados de CACs

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- Dois fuzis, uma pistola e munições foram apreendidos durante a ação contra o grupo investigado por abastecer facções criminosas. • Reprodução

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (26), uma operação contra um grupo investigado por comprar e fornecer munições de uso restrito para facções criminosas no Rio de Janeiro. A ação acontece na comunidade de Rio das Pedras, na Zona Oeste da capital. Atualmente, a região enfrenta uma disputa entre integrantes do Comando Vermelho (CV) e milicianos.

Os policiais prenderam cinco suspeitos. Dois deles foram capturados por força de mandados judiciais. Entre os detidos está um homem apontado pela investigação como traficante internacional de armas. Além disso, os agentes prenderam outros três suspeitos em flagrante.

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Polícia apreende armas e munições

Durante a operação, os policiais recolheram dois fuzis, uma pistola, munições e equipamentos eletrônicos. Agora, a perícia analisará todo o material para reforçar as investigações.

Equipes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) atuaram em conjunto com outras unidades da Delegacia-Geral de Polícia Especializada (DGPE). Ao mesmo tempo, os agentes cumpriram mandados de prisão temporária e de busca e apreensão.

Grupo usava documentos falsos

Segundo a investigação, os suspeitos falsificavam documentos de Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs). Com esses documentos, eles compravam munições e carregadores de forma ilegal.

Além disso, o grupo adquiria os produtos em uma empresa especializada de Santa Catarina e também diretamente de uma fabricante de munições. Depois, distribuía esse material para facções criminosas que atuam no Rio de Janeiro.

Investigação identificou grande volume de compras

Os investigadores descobriram que o grupo comprou mais de 10 mil munições de fuzil calibre 5,56 mm e de pistola calibre 9 mm em poucos meses.

Além disso, os suspeitos adquiriram 33 carregadores. Desse total, 18 eram destinados a fuzis e 15 a pistolas.

Por fim, a Polícia Civil informou que pretende desarticular o esquema criminoso, interromper o fornecimento ilegal de produtos controlados e identificar outros integrantes da organização.