
Os exames de imagem realizados neste sábado (20) confirmaram uma lesão muscular na região posterior da coxa direita de Raphinha. No entanto, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não informou a gravidade da contusão nem divulgou uma previsão para o retorno do atacante.
Em nota oficial, a entidade informou apenas que o jogador seguirá tratamento intensivo.
“O jogador seguirá um protocolo de tratamento intensivo, acompanhado pela equipe médica da seleção brasileira, visando sua recuperação e retorno às atividades no menor tempo possível”, informou a CBF.
Raphinha sentiu dores durante a vitória do Brasil por 3 a 0 sobre o Haiti, na sexta-feira (19), pela segunda rodada da Copa do Mundo. Por causa do problema, o atacante deixou o campo aos 40 minutos do primeiro tempo e deu lugar a Rayan.
Histórico recente preocupa comissão técnica
A condição física do camisa 11 já despertava atenção antes mesmo do Mundial. Isso porque o atleta enfrentou uma temporada marcada por lesões no Barcelona.
Ao longo da temporada 2025/26, Raphinha sofreu outras três contusões na mesma coxa. Além disso, ele disputou apenas 36 partidas pelo clube espanhol e ficou afastado dos gramados por mais de três meses.
O episódio mais recente ocorreu em março, durante amistoso da Seleção Brasileira contra a França. Na ocasião, o atacante deixou a partida no intervalo e permaneceu cerca de um mês e meio em recuperação.
Caso o atual problema exija período semelhante, Raphinha poderá não atuar novamente nesta edição da Copa do Mundo.
Atacante está fora do jogo contra a Escócia
A ausência do atacante diante da Escócia já está confirmada. A Seleção Brasileira encerrará sua participação na fase de grupos na próxima quarta-feira (24), no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens.
Mesmo nos casos considerados mais leves, as lesões musculares normalmente exigem pelo menos dez dias de recuperação. Dessa forma, em um cenário mais otimista, Raphinha poderia retornar apenas nas oitavas de final.
Ancelotti avalia substitutos para Raphinha
Sem o atacante, Carlo Ancelotti possui algumas alternativas para a posição. Luiz Henrique, Martinelli, Rayan e Endrick aparecem como principais opções para ocupar a vaga.
Contra o Haiti, Rayan entrou em campo após a saída do camisa 11. Apesar disso, Ancelotti evitou antecipar qualquer definição para o próximo compromisso.
“Coloquei o Rayan porque ele mostrou boa qualidade. Ele possui características diferentes das de Raphinha. Pequenos detalhes definiram a escolha”, explicou o treinador.
Se a lesão exigir o corte definitivo do jogador do Barcelona, a comissão técnica não poderá convocar um substituto. Assim, o Brasil seguirá na competição com apenas 25 atletas disponíveis.
Lesões afetam planejamento da Seleção
Os problemas físicos têm dificultado o planejamento da comissão técnica brasileira, principalmente pelo lado direito do campo.
Antes mesmo do início do Mundial, Carlo Ancelotti perdeu Éder Militão, Rodrygo e Estêvão, todos submetidos a procedimentos cirúrgicos.
Além disso, durante a preparação nos Estados Unidos, o lateral Wesley sofreu uma lesão na virilha esquerda durante amistoso contra o Egito e acabou cortado da delegação.










