Buzeira e empresários são denunciados pelo MPF por lavagem de dinheiro em nova fase da Operação Narco Bet

MPF acusa organização criminosa de lavar dinheiro, ocultar recursos e realizar evasão de divisas por meio de apostas, criptomoedas e transações internacionais.

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- O influencer Buzeira, alvo da PF e do Ministério Público de São Paulo por causa de lavagem de dinheiro. — Foto: Reprodução/Instagram

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou cinco pessoas à Justiça Federal de Santos, no litoral de São Paulo, por suspeita de participação em organização criminosa ligada à Operação Narco Bet. Entre os acusados está o influenciador digital Bruno Alexssander Souza Silva, o Buzeira.

Além disso, a denúncia foi apresentada pelo Gaeco do MPF em São Paulo e inclui crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e falsidade ideológica. Inicialmente, o processo tramitou na 5ª Vara Federal de Santos, porém acabou redistribuído à 6ª Vara Federal por regras do Juízo das Garantias.

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Segunda fase da operação amplia investigação

Esta já é a segunda denúncia no âmbito da Operação Narco Bet. Anteriormente, em novembro de 2025, o MPF denunciou outras 11 pessoas por suspeita de integrar um esquema ligado a rifas ilegais, apostas irregulares e tráfico internacional de drogas.

De acordo com os procuradores, os investigados atuavam de forma estruturada. Dessa forma, eles dividiam funções para ocultar e dissimular recursos obtidos de atividades ilícitas. Além disso, o grupo utilizava empresas de apostas, operações internacionais, estruturas offshore e criptomoedas.

Buzeira aparece como controlador oculto

Segundo a denúncia, Buzeira atuava como financiador, controlador oculto e beneficiário econômico das marcas BRXBET e RICOBET. Embora não apareça formalmente como sócio, o MPF afirma que ele participava das decisões estratégicas e da gestão das plataformas.

Além disso, os investigadores sustentam que a estrutura societária foi usada justamente para ocultar o controle real do negócio. Assim, o grupo teria reduzido a exposição diante de órgãos reguladores e de fiscalização.

Esquema usava criptomoedas e empresas offshore

O MPF também identificou o uso de criptomoedas para movimentar valores. Nesse processo, recursos de rifas não regulamentadas teriam sido convertidos em moeda tradicional e repassados aos beneficiários finais.

Além disso, a investigação aponta operações financeiras internacionais, uso de empresas offshore e contratos simulados. Dessa forma, segundo os procuradores, o grupo tentou dificultar o rastreamento da origem e do destino dos recursos.

Justiça vai analisar denúncia

Agora, a Justiça Federal de Santos analisa a denúncia. Caso aceite a acusação, os investigados se tornam réus e passam a responder ao processo criminal.

Enquanto isso, a Operação Narco Bet segue em andamento. Além disso, a investigação já resultou no bloqueio de bens e valores ligados aos suspeitos.