
Subiu para 46 o número de mortos após o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu o sul das Filipinas no início desta semana. O tremor foi o mais forte registrado no país desde 1976.
Nesta quarta-feira (10), equipes de resgate localizaram mais um corpo nos escombros de um supermercado que desabou após o sismo.
O terremoto atingiu a costa da ilha de Mindanao na segunda-feira (8). Desde então, o tremor derrubou prédios, provocou deslizamentos de terra e gerou alertas de tsunami em diversas regiões do país.
Segundo a Defesa Civil das Filipinas, a maioria das novas vítimas estava na província de Davao Ocidental. Além disso, deslizamentos de terra e desabamentos de prédios causaram a maior parte das mortes.
Milhares de imóveis sofreram danos
Uma avaliação preliminar do governo aponta danos em cerca de 2,5 mil casas e em 117 prédios públicos e instalações governamentais.
Além disso, o Aeroporto Internacional de General Santos permaneceu fechado pelo segundo dia consecutivo na terça-feira (9). Com isso, autoridades cancelaram 63 voos domésticos, mantendo apenas operações humanitárias.
Ao mesmo tempo, equipes técnicas avaliam aproximadamente 6 mil escolas públicas localizadas nas áreas atingidas pelo terremoto.
Escolas seguem sem previsão de retorno
O terremoto aconteceu justamente no primeiro dia de aula após dois meses de férias de verão no país.
Segundo a Defesa Civil, os tremores secundários ainda representam riscos. Por isso, autoridades temem novos desabamentos em escolas e prédios atingidos.
As Filipinas enfrentam frequentemente terremotos e erupções vulcânicas porque o país está localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, região marcada por intensa atividade sísmica.
Além disso, o arquipélago registra cerca de 20 tufões e tempestades tropicais por ano. Dessa forma, o país se mantém entre os mais vulneráveis a desastres naturais no mundo.










