
Uma empresária de 41 anos morreu após o ex-marido atirar contra ela durante uma reunião para tratar do divórcio em Ourilândia do Norte, no Pará. O autor do crime foi o ex-prefeito da cidade, Romilson Veloso e Silva, conhecido como Dr. Veloso, que tirou a própria vida após o ataque.
A Polícia Civil informou que o feminicídio aconteceu na quarta-feira (3). A vítima, Icicléia Alves Veloso, conhecida como Léia, recebeu um tiro na nuca enquanto permanecia sentada em uma cadeira do escritório de advocacia.
Equipes de resgate socorreram a empresária e a levaram para a UTI do Hospital Regional da PA-279. No entanto, ela morreu na tarde desta quinta-feira (4).
Imagens mostram momento do crime
Segundo o delegado Elioenai de Jesus, investigadores analisaram imagens das câmeras de segurança do escritório. Os vídeos mostram o momento em que o ex-prefeito permanece sozinho com a empresária dentro de uma sala.
Em seguida, ele caminha até a parte de trás da cadeira onde Léia estava sentada e faz um único disparo na nuca da vítima.
Além disso, a investigação não identificou discussão entre os dois antes do ataque. Por isso, a Polícia Civil considera a possibilidade de feminicídio premeditado.
Após o disparo, Romilson Veloso entrou no banheiro do escritório. Pouco depois, pessoas encontraram o político morto no local.
Ex-prefeito teve quatro mandatos
Dr. Veloso atuava como médico e era conhecido como um dos pioneiros de Ourilândia do Norte. Além disso, ele comandou a prefeitura do município por quatro mandatos e atualmente exercia o cargo de vereador após vencer a eleição de 2024.
O ex-casal tinha dois filhos adolescentes.
Enquanto isso, a Prefeitura de Ourilândia decretou luto oficial de três dias e divulgou notas lamentando as mortes. Familiares e amigos realizaram o velório do ex-prefeito na Maçonaria de Ourilândia do Norte.
Brasil registra milhares de assassinatos de mulheres
Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, apontam que 3.642 mulheres morreram assassinadas no Brasil em 2024.
O número representa uma taxa de 3,4 mortes para cada 100 mil mulheres. O levantamento integra o Atlas da Violência, estudo produzido pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Desde março de 2015, a Lei do Feminicídio classifica assassinatos de mulheres em contexto de violência doméstica, familiar ou motivados por misoginia como crime específico.
Onde buscar ajuda
Mulheres vítimas de violência podem procurar ajuda pelos seguintes canais:
Atendimento online: www.cvv.org.brintes canais:
Polícia Militar: 190
Central de Atendimento à Mulher: 180
CVV (Centro de Valorização da Vida): 188









