
Polícia apreende helicóptero em operação contra esquema ligado ao PCC
Investigadores da Polícia Civil de São Paulo apreenderam, nesta quinta-feira (28/5), um helicóptero registrado em nome de um dos alvos da Operação Falsa Las Vegas. A ação combate um esquema bilionário de exploração ilegal de apostas e lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Além disso, os policiais apontam que o grupo movimentou milhões de reais por meio de plataformas clandestinas de jogos de azar.
Estrutura utilizava plataformas digitais e laranjas
Segundo as investigações, a organização criminosa operava uma rede sofisticada que utilizava plataformas digitais, fintechs, contas de passagem e laranjas para ocultar recursos e dificultar o rastreamento financeiro.
De acordo com os investigadores, o helicóptero apreendido pertence a Eduardo Moreno Lopes, alvo da operação desta quinta-feira e também da Operação Falso Mercúrio, realizada em dezembro de 2025.
Na ocasião, a polícia apreendeu um barco avaliado em R$ 15 milhões. Posteriormente, os agentes confirmaram que a embarcação também pertencia a Eduardo, considerado foragido da Justiça.

Suspeito integraria cúpula estratégica do esquema
Conforme apontam as apurações, Eduardo, conhecido como “Tio”, integraria a cúpula estratégica da organização criminosa. Além disso, ele teria atuado como operador financeiro profissional dentro do esquema.
Os investigadores afirmam que o suspeito gerenciava o fluxo de dinheiro ilícito no Grupo IRKA, apontado como elo financeiro entre operadores das plataformas ilegais e integrantes do PCC.
Operação anterior apreendeu barcos e carros de luxo
Durante a Operação Falso Mercúrio, deflagrada em 4 de dezembro de 2025, a Polícia Civil apreendeu embarcações e veículos de luxo avaliados em milhões de reais.
Na ação, os agentes localizaram:
- Embarcação Briza Azimut 560, avaliada em R$ 15 milhões;
- Embarcação Intermarine, avaliada em R$ 4 milhões;
- Embarcação Sunrise I, avaliada em R$ 300 mil;
- Carros de alto padrão.
Segundo a investigação, o grupo utilizava os bens de luxo nas etapas de ocultação e integração do dinheiro obtido ilegalmente. O material apreendido será analisado pela polícia durante o andamento das investigações.












