Atualizações: Chacina em Flexal II mata jovem de 18 anos que planejava casamento

Carlos Daniel estava no primeiro dia de trabalho, quando foi morto a tiros; crime deixou quatro mortos e um ferido em Cariacica

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- Carlos Daniel Rocha Santos, uma das vítimas da chacina de Flexal II, Cariacica. Foto: Acervo Pessoal

Carlos Daniel Rocha Santos, de 18 anos, está entre as quatro vítimas da chacina registrada no último sábado (23), no bairro Flexal II, em Cariacica.

O jovem havia completado 18 anos recentemente e trabalhava para juntar dinheiro com o objetivo de casar e tirar a carteira de habilitação.

Segundo uma familiar, que preferiu não se identificar, Carlos Daniel foi chamado para trabalhar no local onde aconteceu o ataque e não possuía relação direta com a família responsável pela atividade na área.

Além disso, aquele seria o primeiro dia dele no serviço.

“O Carlinhos estava juntando dinheiro pra casar, ia tirar carteira essa semana… batizou recentemente. Fez 18 anos em março e terminou os estudos ano passado”, relatou a familiar.

Ainda segundo ela, a mãe do jovem passou mal ao receber a notícia e precisou de atendimento médico.

Grupo trabalhava em terreno de igreja

De acordo com as investigações, o grupo realizava corte de madeira em um terreno pertencente a uma igreja da região. Conforme relatos, os trabalhadores possuíam autorização para usar o espaço.

No entanto, homens armados invadiram o local e efetuaram diversos disparos contra as vítimas.

Segundo a polícia, cinco pessoas estavam na área no momento do ataque.

Quatro morreram ainda no local. Já uma quinta vítima sofreu um tiro no peito, mas sobreviveu e segue internada.

Além de Carlos Daniel, morreram Hélio da Silva Souza, de 59 anos, Jean de Castro Souza, de 39 anos, e Ruan Carlos da Silva Ribeiro.

Polícia investiga ligação com disputa do tráfico

A Polícia Civil investiga a possibilidade de o crime ter relação com disputa territorial ligada ao tráfico de drogas em Flexal II.

Segundo o delegado Luiz Gustavo Ximenes, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a principal linha de investigação aponta que membros da família teriam se posicionado contra a expansão do tráfico na região.

“A família não queria deixar o tráfico de drogas expandir territorialmente na região”, afirmou o delegado.

Além disso, os investigadores também analisam outras hipóteses, incluindo uma possível exigência de “reverência” imposta por criminosos locais. Entretanto, essa linha ainda não aparece como principal motivação do caso.

A Polícia Civil continua investigando a chacina.

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