Operação contra PCC prende Deolane Bezerra em São Paulo

Polícia Civil e Ministério Público investigam suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao PCC envolvendo empresa de transportes e operadores financeiros

Arte Da Capa Da Mat Ria Do Site 1000 X 750 Px 105
Segundo a investigação, Deolane teria recebido valores provenientes da facção por meio de uma empresa de transportes apontada como braço financeiro da organização criminosa. - MARLON COSTA/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix. A ação reúne o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Polícia Civil.

Os investigadores apuram um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Além disso, equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) participam da ofensiva.

Acompanhe as principais notícias do ES — receba grátis onde preferir!

Segundo a investigação, Deolane recebeu valores de uma empresa de transportes apontada como braço financeiro da facção criminosa. Até o momento, a defesa da influenciadora não comentou o caso.

Empresa teria movimentado milhões

De acordo com a Polícia Civil, a empresa Lopes Lemos Transportes Ltda, conhecida como “Lado a Lado Transportes”, teria ocultado recursos ilícitos do PCC.

As investigações começaram em 2019. Na ocasião, agentes apreenderam bilhetes e manuscritos dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista.

Depois disso, a polícia abriu três inquéritos. Em seguida, os investigadores identificaram movimentações financeiras incompatíveis com os valores declarados ao Fisco.

Conforme o relatório policial, a transportadora movimentou mais de R$ 20 milhões. Além disso, os investigadores apontaram inconsistências milionárias entre os registros oficiais e a circulação de dinheiro.

Marcola e familiares aparecem na investigação

Entre os alvos da operação estão Marco Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC, além de familiares e operadores financeiros ligados à organização.

Também aparecem na investigação Alejandro Camacho, irmão de Marcola, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Everton de Souza, conhecido como “Player”.

Segundo a polícia, os investigados administravam parte do esquema financeiro. Além disso, conversas encontradas em celulares apreendidos indicam o repasse de ordens e a divisão de lucros da facção.

Os investigadores afirmam ainda que o grupo criou uma estrutura organizada para movimentar dinheiro ilícito e inserir os recursos no sistema financeiro formal.

Justiça bloqueia mais de R$ 327 milhões

A Justiça decretou seis prisões preventivas durante a Operação Vérnix. Além disso, determinou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões em bens e valores ligados aos investigados.

Os agentes também apreenderam 17 veículos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões. Além disso, a operação resultou no sequestro de quatro imóveis.

Segundo o Ministério Público, a ação possui desdobramentos internacionais. Por isso, autoridades incluíram três investigados localizados na Itália, Espanha e Bolívia na lista de difusão vermelha da Interpol.

Enquanto isso, o espaço segue aberto para manifestações oficiais.