Cristiano Ronaldo venceria a Copa com essa dieta? Especialistas respondem

A dieta revelada pelo ex-chef de Cristiano Ronaldo impressiona, mas os números não fecham para um atleta de elite. Entenda por que o carboidrato é inegociável no futebol de alto rendimento.

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- Imagem: Reprodução/Instagram

Dieta de Cristiano Ronaldo virou debate

A dieta de Cristiano Ronaldo voltou a chamar atenção após o ex-chef do jogador revelar detalhes da alimentação do craque português. Segundo ele, o atleta evita laticínios, farinha, pão e macarrão, além de consumir poucos carboidratos no dia a dia.

O cardápio inclui ovos e abacate no café da manhã, além de peixe, frango, carnes e vegetais nas principais refeições.

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Apesar da disciplina alimentar impressionar fãs do futebol, especialistas questionam se esse modelo seria suficiente para sustentar a exigência física de uma Copa do Mundo.

Carboidrato é essencial no futebol

Segundo nutricionistas esportivos, o futebol exige alta intensidade física. Durante uma partida, atletas percorrem entre 10 e 13 quilômetros, além de realizarem sprints, mudanças rápidas de direção e disputas físicas constantes.

Por isso, o organismo precisa de glicogênio muscular, principal fonte de energia rápida para o corpo. E o glicogênio depende diretamente do consumo de carboidratos.

A recomendação científica para jogadores de futebol varia entre 3 e 8 gramas de carboidrato por quilo corporal por dia, dependendo da carga de treinos e da proximidade das partidas.

Cristiano Ronaldo pesa cerca de 80 kg. Dessa forma, especialistas calculam que ele precisaria consumir entre 240 g e 600 g de carboidratos diariamente para manter o desempenho ideal.

Vegetais não seriam suficientes

O ex-chef afirmou que Cristiano obtém carboidratos principalmente por meio de vegetais. No entanto, nutricionistas alertam que vegetais possuem baixa densidade calórica e não conseguem fornecer grandes quantidades de carboidrato sozinhos.

Além disso, profissionais da área destacam que alimentos como pão, arroz, massas e batata continuam importantes para atletas de alto rendimento, principalmente em períodos de competição intensa.

Laticínios também entram no debate

Outro ponto discutido envolve a retirada dos laticínios da alimentação do jogador.

Segundo especialistas, leite e derivados oferecem proteínas de alto valor biológico, cálcio e carboidratos importantes para recuperação muscular e saúde óssea.

Além disso, estudos apontam que o consumo de leite após exercícios físicos ajuda na hidratação e na reposição de glicogênio muscular.

Especialistas acreditam em dieta periodizada

Apesar da repercussão, nutricionistas acreditam que a alimentação revelada pelo ex-chef represente apenas parte da rotina alimentar do atleta.

Isso porque jogadores profissionais costumam seguir estratégias nutricionais diferentes conforme o calendário de treinos, jogos e recuperação física.

Em períodos próximos às partidas, por exemplo, atletas geralmente aumentam a ingestão de carboidratos para garantir energia suficiente durante os jogos.

Cristiano Ronaldo segue como referência física

Mesmo aos 41 anos e disputando a sexta Copa do Mundo da carreira, Cristiano Ronaldo continua sendo referência mundial em preparação física e longevidade no esporte.

Por isso, especialistas reforçam que atletas desse nível contam com equipes completas de nutricionistas, médicos e preparadores físicos responsáveis por ajustar cada detalhe da alimentação.