Ex-servidor do Iases é condenado a devolver R$ 381 mil após fraude em vale-alimentação

Justiça apontou desvio de créditos de cartões-alimentação entre 2009 e 2010 no Espírito Santo.

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- Imagem ilustrativa criada por IA

Um ex-servidor do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases) foi condenado a devolver R$ 381 mil aos cofres públicos após fraudes no sistema de cartões-alimentação de servidores do órgão.

A decisão saiu na segunda-feira (11), na 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Vitória.

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Segundo a sentença, o ex-servidor atuava no setor de Recursos Humanos e possuía acesso ao sistema dos vales-alimentação por meio de senha exclusiva.

Servidor desviou créditos de terceiros e ex-funcionários

De acordo com a investigação, o homem realizou pagamentos extras em cartões-alimentação de terceiros e até de ex-servidores.

Além disso, ele utilizou os créditos em benefício próprio entre maio de 2009 e julho de 2010.

Segundo auditoria realizada pelo Iases, o valor total desviado chegou a R$ 190 mil.

Tentativa de compra chamou atenção da investigação

A sentença também aponta que o ex-servidor tentou utilizar mais de R$ 16 mil em um único dia dentro de um supermercado.

No entanto, a operação acabou cancelada antes da conclusão da compra.

Além disso, as investigações identificaram movimentações incompatíveis com a função exercida pelo servidor.

Justiça aplicou multa e suspensão de direitos políticos

O juiz Thiago Albani Oliveira condenou o homem por improbidade administrativa.

Além de devolver os R$ 190.556 desviados, com juros e correção monetária, ele também terá de pagar multa no mesmo valor.

Dessa forma, a condenação total ultrapassa R$ 381 mil.

Além disso, a Justiça suspendeu os direitos políticos do ex-servidor por 10 anos.

Ele também ficou proibido de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais pelo mesmo período.

Ex-servidor já cumpre pena em regime aberto

Segundo a decisão judicial, o homem não apresentou defesa no processo e recebeu condenação à revelia.

Além disso, ele já havia sido condenado criminalmente pelos mesmos fatos e atualmente cumpre pena em regime aberto.

O nome do ex-servidor não foi divulgado porque ele não possui defesa constituída e o contato não foi localizado.