
O ex-policial militar Lucas Torrezani de Oliveira, de 28 anos, pediu o adiamento do júri popular marcado para a próxima quarta-feira (20), em Vitória. Ele responde pela morte do músico Guilherme Rocha, de 37 anos, crime ocorrido em abril de 2023 no bairro Jardim Camburi.
A solicitação foi apresentada pela advogada de defesa, Anna Karla Santos, cinco dias antes da realização da sessão. Em comunicado enviado à 1ª Vara Criminal de Vitória, a defensora informou que está “temporariamente impossibilitada de atuar” e anexou um atestado psicológico com afastamento de 30 dias.
Além disso, a advogada destacou que é, atualmente, a única representante legal do acusado. Por isso, pediu que a Justiça remarque a data do julgamento.
O pedido já foi encaminhado para manifestação do Ministério Público do Espírito Santo (MPES). Até o momento, a Justiça ainda não divulgou decisão sobre a solicitação.
Enquanto isso, familiares, amigos e apoiadores de Guilherme Rocha organizaram um ato musical em homenagem ao músico. A mobilização está marcada para a próxima terça-feira (19), na Praia de Camburi, em Vitória, e também pedirá justiça pelo caso.
Ex-PM segue preso em Viana
Lucas Torrezani permanece preso na Penitenciária de Segurança Média 1, em Viana. A transferência ocorreu em março de 2025, após ele deixar o presídio localizado no Quartel da Polícia Militar do Espírito Santo.
Além disso, a corporação demitiu o ex-soldado da PMES em dezembro de 2024.
Crime aconteceu após reclamação de som alto
O assassinato aconteceu na madrugada de 17 de abril de 2023. Segundo as investigações, Guilherme Rocha reclamou do som alto no condomínio onde ambos moravam, em Jardim Camburi, Vitória.
Quando equipes da Polícia Militar chegaram ao local, encontraram o músico caído no chão e o então policial com a arma em mãos.
Inicialmente, Lucas Torrezani afirmou que bebia com amigos quando Guilherme teria o atacado. Conforme a primeira versão apresentada, o militar disse que reagiu e efetuou um disparo.
No entanto, a síndica do condomínio apresentou outra versão à polícia. Segundo ela, a vítima não reagiu e também não tentou desarmar o policial.
Horas após o crime, a Justiça liberou o militar para responder em liberdade. Entretanto, durante o avanço das investigações, a Polícia Civil concluiu que o caso não configurava legítima defesa e pediu a prisão do então soldado.
Em junho de 2023, a Justiça aceitou a denúncia contra Lucas Torrezani de Oliveira. Já no fim de 2024, outra decisão determinou que ele fosse levado a júri popular.










