
Um professor aposentado da rede pública foi preso na noite de segunda-feira (11), no Distrito Federal, após condenação por estupro de vulnerável contra a própria neta. O caso começou a ser investigado em 2021, quando a mãe da criança denunciou os abusos à polícia.
Na época dos crimes, a menina tinha apenas 9 anos.
Condenação chegou a 16 anos de prisão
Segundo informações do processo, o professor trabalhava na área de alfabetização da Escola Classe Vale Verde, em Planaltina, e dava aulas para crianças da mesma faixa etária da vítima.
Em outubro de 2023, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou o homem a 16 anos de prisão em regime fechado pelo crime de estupro de vulnerável.
Apesar da sentença, a Justiça permitiu que ele recorresse em liberdade.
Posteriormente, em abril de 2024, a segunda instância manteve a condenação. Além disso, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a decisão meses depois.
Mesmo com o trânsito em julgado, a prisão só aconteceu agora.
Mãe da vítima comemorou prisão
Cinco anos após o início do processo, a mãe da menina afirmou que finalmente sente que a Justiça foi feita.
“É justiça sendo feita. Demorou cinco anos, pois eu iniciei esse processo em abril de 2021, e foi finalizado em um mês que é de combate ao abuso infantil. Agora que ele pague pelo que fez”, declarou.
Abusos aconteciam durante visitas
De acordo com a denúncia, os abusos aconteciam quando a menina passava fins de semana na chácara dos avós sem a presença dos pais.
Segundo o relato, o avô colocava a criança para dormir e, em seguida, cometia os abusos.
Após descobrir o caso, os pais procuraram a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente para denunciar o crime.
“Muitas vítimas se sentem culpadas pelo ocorrido, como aconteceu com minha filha. Ela não me contou antes porque achou que eu iria culpá-la. Porém, quando ela já não estava mais suportando, criou coragem para contar”, afirmou a mãe.
Mãe relatou momento da revelação
A mulher também relembrou como a filha reagiu ao revelar os abusos.
“Ela estava assim no dia que contou: rosto de pânico e medo. Eu a acolhi, prometi que ele nunca mais a tocaria e que ela não tinha culpa nenhuma do que aconteceu. Que eu a protegeria”, disse.
Além disso, a mãe destacou a importância do acolhimento familiar em casos de violência sexual infantil.
“Penso que, se toda família que descobre um caso desse denunciasse, o número de vítimas diminuiria. Muitos abusadores continuam soltos porque algumas pessoas se calam”, completou.
O nome do condenado não foi divulgado para preservar a identidade da vítima.










