
O treinador tcheco Petr Vlachovsky, ex-comandante da equipe feminina do 1. FC Slovacko, gravou jogadoras de futebol secretamente em banheiros e vestiários durante quatro anos. O caso provocou indignação no futebol internacional após a Justiça aplicar uma pena considerada leve por atletas e entidades esportivas.
Além disso, investigadores encontraram material de abuso sexual infantil com o treinador, segundo informações divulgadas pela imprensa europeia.
Treinador instalou câmeras escondidas em vestiários
Segundo a investigação, Petr Vlachovsky instalou câmeras ocultas para registrar atletas tomando banho e trocando de roupa. Entre as vítimas, havia inclusive jogadoras menores de idade.
Além das gravações clandestinas, o treinador também compartilhava os vídeos na internet, conforme relatos apresentados no caso.
A jogadora Kristyna Janku, uma das vítimas, afirmou em entrevista à emissora alemã DW que as atletas descobriram os crimes apenas após serem chamadas para depor na delegacia.
Justiça aplica pena leve e gera críticas
Mesmo diante da gravidade do caso, a Justiça da República Tcheca aplicou ao treinador uma pena de um ano de prisão suspensa. Dessa forma, ele não precisou cumprir prisão imediata.
Além disso, as autoridades proibiram Petr Vlachovsky de trabalhar como treinador no país por apenas cinco anos.
A decisão provocou reação imediata de atletas, sindicatos e organizações ligadas ao futebol feminino.
Entidades pressionam por banimento definitivo
A Associação Tcheca de Jogadores de Futebol e a FIFPRO defendem punições mais rígidas para o treinador.
Segundo as entidades, a suspensão atual permite que Petr Vlachovsky volte ao futebol da República Tcheca até o fim de 2030.
Além disso, como a punição vale apenas no território tcheco, ele ainda poderia trabalhar em clubes de outros países.
Por isso, as organizações pressionam por um banimento global e permanente no futebol.
Caso amplia debate sobre segurança no esporte
A repercussão do episódio reacendeu debates sobre proteção de atletas em ambientes esportivos.
Além disso, entidades internacionais passaram a cobrar protocolos mais rígidos em clubes, centros de treinamento e categorias de base.
O caso também gerou críticas porque a Justiça realizou a condenação sem julgamento público. Dessa forma, as vítimas perderam a possibilidade de recorrer da decisão.
Enquanto isso, atletas e sindicatos seguem cobrando punições mais severas para crimes envolvendo abuso, exploração e violência no esporte.










