
TENENTE-CORONEL INVESTIGADO POR MORTE DA ESPOSA TAMBÉM RESPONDE POR ASSÉDIO
Mensagens apontam tentativa de relação íntima com soldado subordinada
O tenente-coronel Geraldo Neto, investigado pela morte da esposa, Gisele Alves Santana, também virou alvo de uma investigação por assédio moral e sexual contra uma soldado da Polícia Militar de São Paulo.
Segundo a perícia da Polícia Civil de São Paulo, o oficial enviou mensagens inadequadas para a subordinada enquanto ainda mantinha o casamento com Gisele.
MENSAGENS MOSTRAM PRESSÃO E PROMESSAS
As investigações identificaram conversas de WhatsApp em que Geraldo Neto insistia em criar uma relação íntima com a soldado.
Além disso, ele pediu para que a policial preparasse café para ele e outros colegas como forma de aproximação.
Em outras mensagens, o tenente-coronel sugeriu vantagens profissionais, falou em possíveis promoções e ofereceu à soldado a oportunidade de atuar como sua “secretária”. Entretanto, ela recusou as propostas.
OFICIAL TENTOU APROXIMAÇÃO FORA DO TRABALHO
De acordo com o parecer técnico, Geraldo Neto também tentou se aproximar da soldado fora do ambiente profissional.
Segundo as investigações, ele chegou a ir até a rua do condomínio onde a policial morava e enviou mensagens afirmando:
“Acho que vou ver um apartamento pra eu morar aí.”
Além disso, o oficial convidou a subordinada para frequentar uma missa ao lado dele, alegando que a decisão surgiu após uma “conversa com Deus”.
PEDIDOS DE NAMORO E PLANOS DE FUTURO
As mensagens mostram que o tenente-coronel aumentou a insistência com o passar do tempo.
Segundo os investigadores, ele pediu beijos, sugeriu namoro e chegou a falar sobre casamento e filhos.
Além disso, a defesa da soldado afirma que o oficial utilizava a posição hierárquica para pressionar a subordinada emocionalmente.
DEFESA LEVOU CASO À CORREGEDORIA
A defesa da policial apresentou denúncia formal na Corregedoria da Polícia Militar.
O documento acusa Geraldo Neto de assédio sexual, assédio moral, fraude processual e descumprimento de missão.
Até o momento, a Corregedoria da Polícia Militar não divulgou posicionamento oficial sobre o caso.
INVESTIGAÇÃO SOBRE MORTE DA ESPOSA GANHOU NOVOS RUMOS
O caso ganhou maior repercussão após a morte de Gisele Alves Santana, de 32 anos.
Inicialmente, investigadores trataram a ocorrência como suicídio. Entretanto, análises periciais e novos elementos levaram a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo a apontarem indícios de feminicídio qualificado e fraude processual.
LAUDOS CONTRADISSERAM VERSÃO DO OFICIAL
Segundo os peritos, o disparo ocorreu com a arma encostada na cabeça da vítima, cenário que contradiz a hipótese inicial de suicídio.
Além disso, exames identificaram lesões no rosto e no pescoço de Gisele, indicando possível imobilização antes da morte.
A versão apresentada por Geraldo Neto, de que ouviu o disparo após deixar o quarto da esposa, perdeu força diante das provas periciais.
CASO SEGUE NA JUSTIÇA COMUM
A Justiça mantém o tenente-coronel preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes.
Além disso, ele responde por feminicídio e fraude processual enquanto aguarda julgamento.
Por fim, a defesa da família de Gisele conseguiu transferir o caso do Tribunal Militar para a Justiça Comum, onde o processo continua em andamento.











